[[legacy_image_337478]] Certa vez, o narrador esportivo Luciano do Valle, morto há dez anos, disse que o brasileiro “precisava se apropriar de sua bandeira” como os norte-americanos. Pois um caminho para exercer o civismo e o amor aos símbolos nacionais encontra eco, uma vez por mês, no Iate Clube de Santos, em Guarujá. Ali, ocorrem o hasteamento da Bandeira e a execução do Hino Nacional. Participaram autoridades militares e civis, estudantes da Escola Municipal Gladston Jafet, na Vila Lígia, e idosos de instituições locais. “A nossa intenção sempre foi esta: resgatar valores como o civismo e, de certa forma, também integrar a comunidade. Assim, retribuímos o quanto a gente recebe da sociedade de Guarujá”, afirma a vice-comodoro jurídica do Iate Clube, Rosana Faro Mello Ferreira. O comandante do 21º Batalhão de Polícia Militar em Guarujá, tenente-coronel Michael Douglas Morais, destaca que, do contato com os símbolos da pátria, pode surgir uma relação de amor com eles. No seu caso, ela definiu seu futuro profissional. “Eventos assim, na minha infância, me despertaram o desejo de ser policial militar.” O prefeito Válter Suman (PSDB) também destacou o caráter cívico do evento, num espaço para a comunidade local como o Iate Clube, com o qual há convênios para atividades e cursos destinados a crianças e jovens. “Cantar o Hino Nacional é sempre algo muito importante. Cada criança que esteve aqui vai guardar essa imagem, de ver as autoridades presentes. O Iate Clube, inclusive, é um dos espaços ofertados à nossa municipalidade”, resume. Amor à pátriaDiretora da Gladson Jafet, Camila Marinho Diniz destaca a importância de momentos como as cerimônias cívicas desta sexta-feira (23) serem “transportados” para a sala de aula, por meio de atividades com os alunos. “Quando (os estudantes) vivenciam o civismo na prática, voltam para a escola e fazem perguntas como ‘quem escreveu o Hino?’. Isso começa a ser aguçado, e o professor ajuda a estimular isso e a quebrar o estigma dos símbolos ligados à política. A bandeira é de todos”, comenta. A combinação de quatro cores e de estrelas enche os olhos da jovem Beatriz Vitória de Melo Gonçalo, de 14 anos, que estuda no nono ano. “É uma honra estar aqui. A Bandeira significa paz e harmonia para mim”, sintetiza.