A City declara que o serviço de transporte está operando normalmente (Vanessa Rodrigues/AT) A City Transporte Urbano Intermodal Ltda., concessionária do transporte coletivo em Guarujá, pediu nesta segunda-feira (31) à Prefeitura que abra processo administrativo para apurar as causas da intervenção na empresa, decretada na sexta-feira, por 90 dias, pelo prefeito Farid Madi (Pode). A empresa cogita ir à Justiça para resguardar seus direitos, os de seus funcionários e garantir o cumprimento do contrato. Também ontem, a Prefeitura tornou público o relatório do Grupo Técnico de Trabalho da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, criado em 9 de janeiro, para verificar o cumprimento do contrato e os repasses à City. Segundo a equipe, houve inconsistências em respostas da empresa a ofícios sobre custos operacionais, passageiros transportados, folha de pagamento, média salarial e número de trabalhadores, por exemplo. O Município afirma que, desde 2019, repassou à empresa R\$ 385,461 milhões, dos quais R\$ 84 milhões no ano passado. A Prefeitura destaca que só ao final da intervenção será possível dizer que providências serão adotadas. Com a intervenção, a Prefeitura quer acessar todos os documentos e instalações da empresa para avaliar como o contrato de concessão tem sido cumprido. A City, neste período, deverá manter o serviço e os salários dos empregados. A empresa alega ter a receber R\$ 47 milhões referentes a 2024. Seriam correspondentes a notas fiscais daquele ano, que, segundo a concessionária, ainda não foram pagas. A City declara que o serviço de transporte está operando normalmente. “Não há qualquer tipo de restrição no serviço, e os cartões de transporte, com os créditos carregados, estão sendo utilizados regularmente.” O Sindicato dos Rodoviários da Baixada confirma a normalidade nas operações e na rotina dos trabalhadores.