[[legacy_image_358699]] A Prefeitura do Guarujá, no Litoral de São Paulo, multou cinco açougues em cerca de R\$ 8 mil por estarem vendendo carne com o prazo de validade vencido. A ação fez parte da Operação Carne Segura, onde foram recolhidos e descartados mais de 472 quilos da mercadoria que não estavam dentro dos protocolos sanitários. Os comércios multados ficam localizados nos bairros Vila Alice, Vila Zilda, Pae Cará e Enseada. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Agora, os açougues multados possuem 10 dias, a partir da data da notificação, para recorrer da multa. Até o momento, foram emitidas 73 notificações e 12 estabelecimento foram visitados. Depois, eles ainda receberão visitas periódicas, como forma de verificar se os protocolos sanitários apontados estão sendo cumpridos.Caso não cumpram com os pedidos de readequações, poderão ser multados novamente em valores que variam de R\$ 300 a R\$ 5 mil. O preço pode variar de acordo com o porte da empresa, com irregularidade encontrada e o risco colocado para a população. A operação está sendo desenvolvida desde o dia 2 de maio na cidade, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e Vigilância Sanitária, com o objetivo de fiscalizar a qualidade da carne comercializada em Guarujá, em cumprimento do Decreto Estadual 66.634, de 5 de abril de 2022. A lei determina a obrigatoriedade de vistoriar a higiene dos espaços totais do estabelecimento, bem como a averiguação da procedência dos produtos comercializados e da temperatura de armazenamentos das carnes. Conforme a prefeitura, a cidade conta com mais de 70 estabelecimentos, sendo 32 açougues e outros 42 que comercializam carnes, mas como atividade secundária, como padarias e supermercados. ProcedimentoO município explica que a forma correta de armazenar as carnes é colocá-las em um ambiente climatizado, com temperatura adequada. Além disso, ainda orienta que os retalhos devem ter um descarte correto e a mercadoria disposta ao consumidor deve conter preço e procedência do produto. Outra orientação feita pela operação é a respeito da necessidade do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelos funcionários do estabelecimento e higienização do local e dos funcionários. Para o coordenador da Vigilância Sanitária e Ambiental de Guarujá, Márcio Augusto de Castro, o papel da Vigilância não é punitivo, mas sim de orientação. “Quando um estabelecimento vende um produto estragado, quem perde não é só o consumidor com prejuízos à sua saúde, mas também, o próprio comerciante, que perde a confiança de seus clientes”, explica o chefe da pasta.