[[legacy_image_290530]] A Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, está investindo R\$ 423 mil em uma nova pesquisa sobre poluição atmosférica na área portuária. O estudo ocorrerá em parceira com a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). A novidade foi anunciada na instituição de ensino, nesta quinta-feira (17), pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) e autoridades. O início da pesquisa está previsto para setembro e deve durar 15 meses. A análise observará o sistema respiratório, cardio vascular e bem-estar das crianças e idosos que moram nos bairros Jardim Conceiçãozinha e Boa Esperança, em Vicente de Carvalho. Já o Perequê integrará a pesquisa como grupo de controle, por ser o ponto mais distante da margem esquerda do maior Complexo Portuário da América Latina. Em campo, os pesquisadores vão monitorar materiais particulados em tempo real e coletar dados de 1.300 pessoas de 8, 9, 10, 11 e 60 anos ou mais. Elas passarão por uma avaliação da função pulmonar, pressão arterial, sistema respiratório e preenchimento de uma ficha de anamnese. Para o prefeito de Guarujá, esta é mais uma aposta importante na ciência e no diálogo da Cidade. “Desde o início do nosso Governo, já realizamos mais de 25 pesquisas junto a universidades. Não dá para avançar com base em achismos. Saúde e meio ambiente andam juntos, e certamente vamos elevar ainda mais qualidade de vida de Guarujá”, destacou. InvestimentoO investimento milionário é feito por meio da Semam, que adquiriu os equipamentos para a execução da pesquisa com recursos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público Federal e Estadual. Haverá monitores de partículas, espirômetros, balanças corporais, aparelhos de pressão digital e outros instrumentos. A solenidade de lançamento da pesquisa contou com a presença do secretário municipal de meio ambiente, Ricardo Sousa, do reitor da Unoeste campus Guarujá, Ronald Pallotta, e outras autoridades. Além da faixa etária indicada, estudantes de Medicina também farão parte do levantamento dentro da parceria firmada com a universidade. A princípio, seis alunos de iniciação científica se envolverão com direito a bolsa-auxílio. Embasamento científicoO superintendente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da Autoridade Portuária de Santos (APS), Sidnei Aranha, avalia que o embasamento científico é o caminho para a criação de novas políticas públicas. “Os impactos ambientais das nossas atividades precisam ser enfrentados e estamos trabalhando com afinco para investir em soluções sustentáveis. Seguimos confiantes de que, com essa nova pesquisa, todos serão beneficiados, principalmente a população”, afirmou. A pesquisa anunciada no fim da semana reforça uma primeira, a “Atlas da Poluição”, feita entre 2019 e 2020 por meio do uso de bromélias. A expectativa é de que os próximos resultados sejam divulgados até novembro de 2024.