[[legacy_image_249996]] Quase dez dias após a chuva intensa nos litorais Sul e Norte do Estado, 174 pessoas continuam desabrigadas em Guarujá. Na Cidade, no dia 19, choveu 400 milímetros (mm) em 24 horas, o maior volume em 70 anos, segundo a Prefeitura. Ao todo, 190 moradores do Jardim Umuarama ficaram sem casa devido a alagamentos e deslizamentos de terra. Ninguém morreu. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O volume de água foi superior à média prevista para todo o mês de fevereiro, que era de 234 mm. Os desalojados foram levados a dois polos de acolhimento da Cidade e cadastrados pela Prefeitura. Por ora, cinco famílias (19 pessoas) continuam alojadas no Centro Esportivo Duque de Caxias (Tejereba). As demais famílias retornaram para suas moradias ou às casas de parentes e amigos de maneira voluntária. O segundo polo, o alojamento na Escola Benedita Blac, foi desativado. Os munícipes desabrigados, segundo a Prefeitura, recebem atendimento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, com acolhimento, alimentação, higienização, roupas limpas e cadastramento no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Desde as chuvas, o número de desalojados — pessoas que tiveram a casa invadida pelas águas e não precisaram de acolhimento por parte da Administração e foram para casa de parentes e amigos —, chegou a 490. O aumento ocorreu em função da procura das famílias nos Centros de Referência de Assistência Social, também de acordo com a Prefeitura. Dos imóveis atingidos pelas chuvas, 23 foram interditados definitivamente e outros oito foram liberados, e os moradores puderam retornar para casa. [[legacy_image_249997]] O temporal Entre a tarde do dia 18 e manhã do dia 19, durante o Carnaval, choveu por 16 horas seguidas na Baixada Santista. Houve problemas em quase todas as cidades da região. A Defesa Civil do Estado informou que as fortes chuvas foram ocasionadas pela passagem de uma frente fria que gerou um sistema de baixa pressão, trazendo umidade do Oceano Atlântico para o continente. Em nota, o órgão diz que essa massa de ar se concentrou no Litoral Norte e Baixada Santista, gerando acúmulos elevados de chuvas.