[[legacy_image_298658]] Continuam interditadas, sem previsão de liberação, oito casas que foram atingidas por uma torre de telefonia após o tombamento de um caminhão guindaste nesta quarta-feira (20) em Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. A Prefeitura anunciou que nesta quinta-feira (21) foi apresentado um plano de trabalho de remoção da empresa responsável e, depois de avaliado, foi aprovado por técnicos da Defesa Civil. (Veja em vídeo mais abaixo) O acidente aconteceu na Rua José de Brito, no Jardim Progresso, em Vicente de Carvalho, na tarde de quarta. Uma equipe formada por engenheiros, fiscais de obra, representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e da empresa Meta Alfa fizeram uma vistoria nas casas atingidas. De acordo com a Prefeitura, a vistoria teve como objetivo verificar a situação estrutural e evitar novos danos. Os imóveis continuam interditados e as 11 famílias, que moram nas oito casas, continuam desalojadas. Ao todo, foram 28 pessoas afetadas. Na parte da manhã desta quinta-feira (21), a Administração relatou que foram iniciados os trabalhos de retirada da lança do guindaste, que tem 58 metros, e precisará ser seccionada para a remoção. Ainda não há previsão do término da operação e, logo após a retirada, será realizada uma nova vistoria. Ainda segundo a Prefeitura, todos os custos com alimentação, hospedagem e ressarcimento das famílias estão a cargo da empresa responsável Meta Alfa e a mesma se reuniu com os moradores para tomar as devidas providências. NotificaçãoO Crea reforçou que esteve no local em que um caminhão guindaste tombou e explicou que o ocorrido se deu durante a substituição da antena de telecomunicação, serviço que estava sendo amparado por responsável técnico e empresa registrada no conselho. Os dois foram notificados para apresentar o relato e o contrato da prestação de serviço. Segundo o Crea, a segunda empresa que foi chamada para retirar o guindaste caído e também recebeu notificação para apresentar a documentação complementar sobre o serviço prestado. Todas as notificações têm prazo de resposta de 10 dias. Fora isso, o conselho também garantiu que o plano de ação está acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), emitida junto ao Crea, pelo responsável técnico da troca da antena. Ele continua acompanhando o caso. A torre telefônica que iria passar por substituição era um serviço prestado pela Meta Alfa para a operadora Vivo. Procurada pela Reportagem, a companhia de telefonia disse que atualmente está em contato com a empresa responsável pela manutenção da torre para apurar o caso. CasoDos afetados pela queda da torre, 24 foram para casas de familiares e amigos, mas outros quatros se recusaram a deixar a residência e assinaram um termo de responsabilidade. A Prefeitura explicou que os que se negaram a sair moram nos imóveis menos impactados, atingidos pela ponta da torre de telefonia, optando por ficarem em cômodos no fundo dos terrenos, em áreas fora de risco. O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender ocorrência na tarde de quarta-feira (20). Os moradores tiveram que deixar suas casas às pressas. O operador do caminhão precisou ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por conta de um mal súbito por crise nervosa. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro (PS) de Vicente de Carvalho. A Tribuna procurou a empresa responsável pelo caminhão guindaste articulado, a Meta Alfa, para um posicionamento sobre o caso, mas não obteve um retorno até a publicação desta matéria.