[[legacy_image_200732]] O Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá só deve começar a operar no segundo semestre de 2023. A aparição de uma capivara na Base Aérea de Santos, durante vistoria da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb), em março, fez o órgão solicitar à Prefeitura um levantamento da fauna existente na região. O relatório foi entregue em julho, e a Prefeitura aguarda o parecer da Cetesb. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O resultado desse levantamento nos deixa animados, porque as providências relativas a evitar que o tipo de fauna encontrada venha promover risco à utilização da pista são resolvidos com o cercamento da pista”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Adalberto Ferreira da Silva. Ele afirmou que, além de capivaras, o estudo apontou a presença de pequenos animais característicos de área de mangue e nenhuma espécie em risco de extinção. Antes do pedido da Cetesb, a Prefeitura previa o início das operações do aeroporto até o fim deste ano. Após a resposta da estatal, conforme o secretário, a Prefeitura terá assegurados R\$ 5 milhões, do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), para o início das obras. O dinheiro será utilizado para cercar e pavimentar a pista e construir a unidade provisória do terminal de passageiros, a ser edificado com uma estrutura de contêineres já na Base Aérea. Como a ampliação da pista prevê a derrubada de 5 mil metros quadrados de mata nativa, a Prefeitura terá que compensar a área para a Cetesb. “A Prefeitura disponibilizou para compensação uma área no Iporanga e também precisou fazer um levantamento topográfico para indicar as coordenadas dessa área para posterior verificação”, disse Silva. O secretário acredita que os editais de licitação sejam lançados até setembro e que as obras começarão, no máximo, em janeiro. “Estamos perseguindo esse prazo novo, para que, no segundo semestre de 2023, a gente tenha o primeiro voo”. [[legacy_image_200479]] InfraeroA participação da Infraero na execução do projeto do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá foi apontada como fundamental pelo secretário, pois a empresa trata da documentação técnica e intermedeia as providências a serem tomadas na Secretaria de Aviação Civil (SAC) e na Aeronáutica. Responsável pela homologação, a Infraero também gerenciará o funcionamento do futuro aeródromo. Em Guarujá desde junho de 2020, quando se assinou o contrato, a superintendente da Infraero, Adriana Lopes Ramos, considerou normal o adiamento da previsão inicial de operação do aeroporto. “Estamos na quarta revisão do projeto com a Secretaria de Aviação Civil, na reta final”, apontou. Ela também destacou a diferença entre o projeto de transformação de um aeroporto militar em civil. “A gente fala de atraso, mas são processos extremamente complexos colocar um aeroporto pra operar do zero. É diferente de pegar um aeroporto já funcionando. (...) O zelo com o dinheiro público é muito importante”. A superintendente disse que a Infraero protocolou, em julho, a documentação necessária para o cadastro do aeroporto na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), como parte do processo. “Quando as obras forem finalizadas, a Anac vai mandar um inspetor para poder atestar que está tudo de acordo com a legislação civil e, aí, emitir a autorização para que o aeroporto comece a funcionar.” Cetesb A Tribuna pediu à Cetesb um posicionamento sobre o levantamento ambiental pedido à Prefeitura de Guarujá, mas a companhia só enviará uma resposta nesta quinta-feira (18).