Secretaria de Trânsito já foi acionada mas até o momento nada foi resolvido (Reprodução) A entrada e saída de caminhões de carga do Mercadão Atacadista, na Rua Paulo Orlandi, no bairro Santo Antônio, em Guarujá, está tirando a paz dos moradores do local. Eles alegam que os veículos fecham totalmente a passagem, já chegaram a tombar na pista e causam inúmeros outros transtornos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Tudo acontece porque uma obra para escoamento da água das chuvas começou a ser feita nos arredores do mercado. Diante disso, o comércio começou a utilizar essa rua como opção para o descarregamento, e, segundo os moradores, para que os cainhões fizessem o descarregamento das mercadorais sem causarem danos à parte reformada. O engenheiro naval Luiz Jonathan Barreto Baptista, de 31 anos, diz que ninguém consegue passar pela via. "Os caminhões descarregam parados no meio da rua, impedem a passagem e ainda quebram nossas calçadas. Sem falar nos caminhões frigoríficos, que ficam ligados à noite", desabafa. "A rua não tem estrutura pra ficarem três caminhões emparelhados, bloqueando a passagem. Fora outros transtornos como a nossa fiação de telefonia e internet que costuma ser rompida com certa frequência", completa. Ele diz que os motoristas também bloqueiam entradas de garagem das casas. "Precisamos ficar esperando o descarregamento para poder entrar ou sair em casa. Um caminhão de carne ficou obstruindo a via das 7h às 11h, na última quinta-feira (22)". Vários moradores disseram que costumam ligar para a Secretaria de Trânsito e para o 153, mas nada é resolvido. "Certa vez, precisei levar minha mãe ao médico e tive que esperar por 30 minutos para que liberarem a passagem. É complicado", afirma. Barulho gerado pelos veículos também é um problema relatado pelos moradores (Reprodução) Área residencial O agente portuário Gianluca Nascimento, de 33 anos, acha que o maior problema é a fila dupla de caminhões. "Não passa ninguém. O mercado tem condições e estrutura para voltar com os descarregamentos do outro lado, sem criar esses problemas a ninguém. Acho que se esqueceram que isso aqui é uma área residencial", reclama. "Já quebraram até uma boca de lobo fazendo retorno, tem várias rachaduras e buracos aparecendo aqui na rua", completa. Um terceiro morador, que preferiu não se identificar, afirmou que os caminhões chegam de madrugada, por volta das 4h. "Ficam fazendo barulho, e isso invade nossa casa e tira nosso sono. Às vezes, são carretas pesadíssimas que passam pelo meu portão. Treme o chão e tudo em volta", diz. O outro lado Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que uma equipe foi ao local e recebeu uma sugestão de intervenção feita pelos moradores, que foi protocolada junto à Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Como a proposta é inviável, a Semob realizará um estudo técnico para verificar qual é a melhor intervenção para o local. A reportagem de A Tribuna também entrou em contato com o Mercadão Atacadista, solicitando um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até a data de publicação desta matéria.