[[legacy_image_168373]] A Câmara de Guarujá rejeitou, nesta terça-feira (12), outros dois pedidos de impeachment do prefeito Válter Suman (PSDB). Vereadores entenderam que eles tinham o mesmo teor da solicitação aprovada pela Casa na semana passada e que gerou a abertura de uma Comissão Processante que analisará a possível cassação dele. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Suman foi afastado do cargo no dia 29 de março, por ordem da Justiça Federal, após a deflagração da segunda fase da Operação Nácar-19. A investigação, que envolve Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), apura supostos crimes de desvio de recursos públicos nas áreas de Educação e Saúde do Município. Na terça-feira da semana passada, a Câmara instaurou uma Comissão Processante para analisar o pedido de impeachment de Suman, após solicitação apresentada pelo engenheiro e advogado José Manoel Ferreira, com base na decisão judicial que suspendeu o chefe do Executivo. Segundo as investigações, o prefeito lideraria um esquema de desvio de dinheiro público por meio da contratação de empresas e organizações sociais (OSs). Presidida pelo vereador Fernando Martins dos Santos, o Peitola (MDB) e tendo como relator, Carlos Eduardo Vargas da Silva (PTB), a formação da Comissão Processante gerou controvérsia ao sortear o vereador Santiago Angelo (PP), acusado pela Polícia Federal de fazer parte do esquema criminoso. O nome deste, porém, foi mantido — a despeito de ele mesmo ter pedido sua retirada. Outros cinco vereadores foram citados na investigação: Edmar Lima dos Santos, o Juninho Eroso (PP), que preside o Legislativo; Mário Lúcio da Conceição (PSB); José Francinaldo Ferreira de Vasconcelos, o Naldo Perequê (PSB); Sirana Bosonkian (PTB); e Walter dos Santos, o Nego Walter (PP). O suposto envolvimento dos vereadores no esquema criminoso fez com que um grupo de moradores de Guarujá protocolasse nesta terça, no Ministério Público Estadual e na Câmara Municipal, um abaixo-assinado com mais de 500 signatários, solicitando que os seis investigados sejam impedidos de participar da Comissão Processante e da votação do novo pedido de impeachment do prefeito. “A manutenção desse grupo de péssimos vereadores abala ainda mais nosso baixo nível de governança, prejudicando ainda mais nosso futuro. Assim sendo, exigimos a imediata instalação de uma comissão ética para apurar os malfeitos dos vereadores. Somente um povo corrompido pode tolerar a corrupção. Chega, precisamos virar o jogo”, publicou o grupo em redes sociais. Suman havia sido alvo de um pedido de cassação no ano passado, analisado por uma comissão também presidida por Peitola. Em dezembro, a Câmara manteve o prefeito no cargo, por 11 votos a cinco. Medidas contra corrupção Na última sexta-feira (8), a prefeita em exercício, Adriana Machado (PSD), assinou dois decretos com normas para reduzir o risco de irregularidades no Governo. Um deles institui métodos mais rígidos de administração de contratos com o setor privado. O outro consiste na análise dos contratos vigentes firmados pelo Executivo e dos processos administrativos que levaram às contratações. A iniciativa é denominada Política de Governança Pública e de Compliance — termo da língua inglesa que significa, em interpretação livre, o alinhamento e a adesão a valores, normas e princípios éticos. Visa a introduzir meios para avaliar e monitorar a gestão da Cidade. Segundo a Prefeitura, Guarujá é a primeira cidade da região a adotar, formalmente, algo do gênero.