[[legacy_image_119669]] Dois dos depoimentos mais esperados na Comissão Processante da Câmara dos Vereadores de Guarujá estão marcados para a próxima semana. O ex-secretário municipal de Educação, Marcelo Nicolau, será ouvido pelos vereadores na segunda-feira (8), às 9 horas. Já no próximo dia 11, no mesmo horário, será a vez do prefeito Válter Suman (PSDB). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Comissão Processante investiga Suman e Nicolau por supostamente comandarem uma organização criminosa que teria desviado mais de R\$ 109 milhões da saúde pública. Eles foram presos pela Polícia Federal (PF) em 15 de setembro e soltos três dias depois. Suman retornou ao cargo em 20 de setembro. Já Nicolau cumpriu férias, depois entrou de licença médica e acabou exonerado mediante ordem judicial. A Reportagem entrou em contato com as assessorias do prefeito e do ex-secretário, mas não houve resposta até a publicação desta matéria. Além de Nicolau e Suman já terem seus depoimentos marcados, a Comissão da Câmara ouve nesta quarta-feira (3) o presidente do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) da Cidade, José Manoel Ferreira Gonçalves, que pede o impeachment do prefeito. Outras duas pessoas foram convocadas, mas a assessoria de imprensa da Casa Legislativa não informou os nomes nem as datas. Histórico No último dia 18 de outubro, a comissão decidiu dar prosseguimento ao processo contra Válter Suman. Após analisar a defesa prévia do prefeito, entregue por escrito no dia 13 do mesmo mês, os vereadores declararam não ter encontrado elementos suficientes para arquivar o pedido de cassação. O grupo, composto pelos vereadores Fernando Martins dos Santos, o Peitola (MDB), Edmar Lima dos Santos, o Juninho Eroso (PP), e Sirana Bosonkian (PTB), vai ouvir acusador, acusado e testemunhas. Os legisladores também podem pedir diligências. O prazo para conclusão de todo o rito é de até 90 dias desde a abertura do processo, ou seja, termina em 29 de dezembro. A abertura da Comissão Processante foi aprovada em 21 de setembro, por unanimidade na Câmara, após o PDT protocolar na Casa, um dia antes, um pedido de impeachment de Suman.