[[legacy_image_117127]] A Comissão Processante da Câmara de Guarujá que analisa o impeachment do prefeito Válter Suman (PSDB) definiu o calendário de depoimentos que farão parte do processo. O primeiro a ser ouvido é o presidente do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Município, José Manoel Ferreira Gonçalves, no dia 3 de novembro, às 9 horas. Ele é o autor do pedido de impeachment de Suman. Gonçalves afirma que, ontem, protocolou um requerimento na Câmara para que a Comissão Processante anexe ao pedido de impeachment o inquérito da Polícia Federal, que acarretou a busca e apreensão em propriedades do prefeito e sua prisão recentemente. A Reportagem apurou que outros seis depoimentos já estão marcados, mas as pessoas ainda não foram notificadas. A assessoria de imprensa da Câmara não quis informar os nomes e datas. Disse que a Reportagem deveria protocolar um pedido, pessoalmente, para a presidência do Legislativo. “O calendário somente poderá ser divulgado após a notificação, isso será feito através de nota oficial. Se quiser outras informações terá que solicitar ao presidente através de requerimento”. Deu continuidadeNo último dia 18, a Comissão Processante decidiu dar prosseguimento ao processo contra Suman. Após analisar a defesa prévia do prefeito, entregue por escrito no dia 13, a Comissão afirmou não ter encontrado elementos suficientes para arquivar o pedido de cassação. O grupo, composto pelos vereadores Fernando Martins dos Santos (MDB), o Peitola, Juninho Eroso (PP) e Sirana Bosonkian (PTB), vai ouvir acusado e acusador, além de testemunhas. Os parlamentares também podem pedir diligências. O prazo para conclusão de todo o rito é de até 90 dias desde a abertura do processo, ou seja, termina em 29 de dezembro. A abertura da Comissão Processante foi aprovada em 21 de setembro, por unanimidade na Câmara, após o PDT protocolar na Casa, um dia antes, um pedido de impeachment de Suman. Dois pedidos de cassação do prefeito, feitos por um grupo de advogados e pelo partido Podemos, foram rejeitados pelos vereadores. As solicitações tem como base denúncias contra o prefeito, investigado por supostamente comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R\$ 109 milhões da saúde pública. Suman chegou a ser preso pela Polícia Federal (PF) em 15 de setembro e solto três dias depois por decisão da Justiça. Ele retornou ao cargo em 20 de setembro. A prisão do prefeito aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Operação Nácar, da PF. As ações aconteceram na casa do prefeito e do secretário municipal de Educação, Marcelo Nicolau, que também foi preso na ocasião. Nos imóveis de ambos, foram encontradas grandes quantias em dinheiro. A Reportagem não teve acesso à defesa do prefeito, embora tenha solicita à Câmara e ao seu advogado.