[[legacy_image_275389]] Vítima de um assalto na última quinta-feira (15), a cabeleireira Maria de Deus Borges revela que não tem conseguido trabalhar normalmente desde o ocorrido. “Não está sendo fácil trabalhar. Toda pessoa que passa na rua eu penso que é alguém que quer fazer o mal”, desabafa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No fim da tarde de quinta, Maria atendia sua última cliente do dia, uma criança de 9 ano, até que foi surpreendida por um bandido. Vestido como gari e insinuando estar armado, o criminoso invadiu o salão de beleza, localizado na Rua Poeta Jorge Lima, no Jardim Brasil, em Guarujá, e roubou dois celulares. O ladrão fugiu e trancou a porta, deixando ela e cliente presas no salão. Segundo Maria, que vive ao lado do estabelecimento, por sorte, seu esposo ouviu suas batidas no vidro da porta e, com uma chave reserva, conseguiu resgatá-las. Em função do roubo dos aparelhos, Maria explica que, no momento, está incomunicável. “Estou sem comunicação, nem as redes sociais consigo acessar”, relata, explicando que seu atendimento aos clientes ficou prejudicado. A cabeleireira ainda revela que um dos celulares roubados, um iPhone 13 Pro avaliado em torno de R\$ 4 mils, tinha sido adquirido há cerca de uma semana. Agora, ela conta com a ajuda de familiares para tentar recuperar parte do prejuízo. “Minha família está se organizando para fazer um bingo com vizinhos e amigos”, diz. InsegurançaDona do estabelecimento há um ano, Maria revela que esse foi o primeiro assalto que sofreu. No entanto, de acordo com ela, a sensação de insegurança é constante na região onde trabalha e vive. “Não tem segurança alguma. A iluminação é horrível.As ruas são escuras e nós precisamos de mais policiamento”, protesta. Ladrão vestia uniforme de gariAtravés das imagens capturadas pela câmera de segurança do salão, é possível ver que o ladrão vestia um uniforme da empresa Terracom, que realiza o serviço de coleta de lixo em alguns municípios da Baixada Santista. Em nota, a empresa disse que apura a situação para saber se o homem faz parte de seu quadro de funcionários ou se houve apropriação indevida do uniforme. Caso o criminoso seja funcionário da empresa, a Terracom comunicou que haverá desligamento e que o nome dele será enviado à Polícia Civil.