Bombeiro foi absolvido em Guarujá (Vanessa Rodrigues/AT) Depois de ficar oito meses preso, um bombeiro de 33 anos foi absolvido após ter sido acusado de envolvimento na morte de um empresário de 60 anos em Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. O homem foi acusado após o carro (que ainda estava em seu nome) ter sido utilizado no crime. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A absolvição aconteceu após um Tribunal do Júri. Na sentença, o magistrado concluiu pela absolvição plena do réu em relação ao crime de homicídio simples pelo qual ele foi acusado. O Conselho de Sentença, após analisar os quesitos, decidiu, por maioria de votos, que houve materialidade do fato (ou seja, o crime de homicídio ocorreu), mas que não foi comprovada a autoria do réu. O crime aconteceu no dia 1º de abril de 2018, na Avenida Dom Pedro I. Na época dos fatos, testemunhas relataram que criminosos atiraram de dentro de um carro em direção ao empresário, que estava em outro veículo. A vítima levou quatro tiros e morreu. Identificado após uma pesquisa constatar que o carro utilizado no crime estava em seu nome, o bombeiro chegou a ser preso preventivamente por cerca de oito meses. Apenas no dia 6 de fevereiro de 2025, uma quinta-feira, que ele foi absolvido definitivamente. O homem, ainda na época, foi solto ao relatar que vendeu o carro dele cerca de 45 dias antes do crime e estava trabalhando na data dos fatos. Responsável pela defesa do bombeiro, o advogado Anderson Real Soares conta que o carro foi vendido de forma ‘NP’ (não pago), forma de dizer que é um veículo apenas para rodar, pois está pendurado em dívidas. “O que ligou ele foi exatamente isso. Pelo fato de ele ter sido o dono do carro, mas documentalmente ele ainda ser proprietário. A polícia só tinha isso, mas as imagens não mostravam ele dentro do carro, não aparecia ele conduzindo ou fazendo nada, praticando esse homicídio a bordo deste carro”, explica. Não houve comprovação de ligação entre o bombeiro e a vítima. O defensor informa que, mesmo com os oito meses de prisão, não cabe indenização, pois ele foi preso preventivamente e temporariamente. Agora, o bombeiro está empregado e segue com sua vida dentro da normalidade. “Foi um processo muito difícil, porque a gente teve que levar testemunhas para comprovar a índole do meu cliente, que ele era uma boa pessoa, que jamais se envolveu no mundo criminal. Algumas testemunhas compareceram para dizer o modo ao qual elas foram levadas na delegacia, porque algumas foram levadas à força, foram até presas para poder falar alguma coisa sobre ele”, conclui.