[[legacy_image_111818]] O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que, caso o Congresso Nacional derrube o veto presidencial sobre a distribuição gratuita de absorvente menstrual para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade, vai 'tirar dinheiro da Saúde e da Educação'. Segundo o Diário Oficial da União, o argumento para o veto foi que o texto do projeto não estabeleceu fonte de custeio. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O presidente conversou com a imprensa em frente ao Forte dos Andradas, em Guarujá, onde está hospedado desde a noite de sexta-feira (8) para um período de descanso referente ao feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. Por mais de uma hora, Bolsonaro respondeu a diversos questionamentos, entre eles o veto sobre a distribuição gratuita de absorventes. Segundo ele, o motivo do veto teve a ver com questões financeiras e que não cometeria crime de responsabilidade. "A questão do absorvente, o malvadão do Bolsonaro vetou o projeto. Quando se apresenta um projeto precisa ver a fonte de custeio. Se eu sancionar estou em curso em crime de responsabilidade do artigo 85 da Constituição, processo de impeachment. A despesa ela (deputada, autora do texto) alega chegar em torno de 100 milhões de reais, mas é muito mais, pela quantidade de pessoas, pela distribuição. Mas só veêm a distribuição gratuita, tem toda uma logística. O veto é em função disso. Se o congresso derrubar o veto do absorvente, vou tirar dinheiro da Saúde e da Educação. Tem que tirar de algum lugar. Se tiver fonte de receita, sem problema nenhum", afirmou. Em uma segunda oportunidade, sobre o mesmo assunto, Bolsonaro lamentou a situação de pessoas em situação de vulnerabilidade, mas reiterou sua posição caso ocorra um veto do Congresso. "Não posso fazer demagogia, lamento quem tenha dificuldade para comprar. Se o congresso derrubar o veto, vou tirar da Saúde ou da Educação, um dos dois. Bem mais de 100 milhões de reais. Pelo menos, espero que não falem que estou tirando dinheiro da Saúde ou da Educação. Estou tirando para o auxílio. Entendo a situação de dificuldade muitas crianças e mulheres na linha da pobreza", finalizou.