[[legacy_image_111986]] Aproveitando a folga na Baixada Santista devido ao feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se irritou com a imprensa, nesta segunda-feira (11), ao ser questionado sobre mortes provocadas pela covid-19 no País. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Perguntado sobre qual estratégia será adotada pelo Governo Federal a partir de agora para lidar com a doença, Bolsonaro cutucou. "O único chefe de Estado no mundo que foi contra o 'fique em casa' acho que fui eu. Todo mundo tem uma conta para pagar. Não ficaram em casa? Apanhei para caramba de vocês (imprensa)". O presidente ficou nervoso quando foi lembrado que 601 mil brasileiros morreram de covid-19 até o último domingo (10). Com um tom mais alto de voz, respondeu: "Em qual país não houve mortes? Me diz, em qual país? Responde?". Na sequência, ele acrescentou que não veio "para se aborrecer". Hoje, o Brasil é o segundo país em número de óbitos no mundo por coronavírus, perdendo apenas para os Estados Unidos. Se a União Europeia for levada em consideração como um só bloco, o Brasil cai para a terceira posição. Assim como fez no final de semana, o chefe do Executivo federal voltou a destacar remédios que não têm comprovação científica para o combate ao coronavírus, como a ivermectina. Além disso, voltou a citar que a Pfizer estaria desenvolvendo um medicamento contra a covid-19 semelhante ao fármaco."A Pfizer está lançando um remédio para elefantíase, piolho. Sabe que medicamento já faz isso e custa R\$ 20,00? Ivermectina. E vai chegar aqui a R\$ 500,00. É bom vocês saírem do quadradinho de vocês e abrirem cabeça", sendo ovacionado pelos seus seguidores em seguida. Contudo, o fabricante já desmentiu que o medicamento tenha como base hidroxicloroquina ou ivermectina. Ainda na manhã desta segunda-feira, Bolsonaro falou sobre o benefício assistencial pago pelo Governo Federal desde 2020. Ele não sabe ainda se a medida continuará em vigor em 2022. Questionado sobre a candidatura à reeleição para 2022, o presidente disse apenas que "não veio falar de política", para em seguida dizer que não falaria sobre estratégia para uma eventual campanha. "Se é estratégia, ela é reservada. Não pode ser externada". O presidente da República deve ir a Aparecida (SP) nesta terça-feira (12), para as celebrações do Dia da Padroeira do Brasil, e no dia seguinte seguirá para Miracatu, no Vale do Ribeira.