[[legacy_image_162779]] Uma bebê de Guarujá luta pela vida desde que nasceu, há quase dois meses, no Hospital Santo Amaro. Com problemas cardíacos, Aghata Vieira Dias dos Santos aguarda por uma cirurgia no coração - sua única chance e esperança de sobrevivência. A espera pelo procedimento médico chega a um mês e a família da criança segue angustiada e sem sair da unidade de saúde. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Mãe de Aghata, Joyce Cristiane Vieira da Silva, de 24 anos, conta que a doença foi diagnosticada logo que a pequena nasceu. Segundo ela, permanecer no hospital com a filha lutando pela vida tem sido angustiante, triste e complicado. “Tenho dois filhos, de 3 e 8 anos, e o meu marido está com os dois enquanto permaneço aqui (hospital). Ele trabalha e não pode ficar com as crianças o tempo todo. Minha vida agora se resume ao hospital e mais nada”. Aghata nasceu no dia 8 de fevereiro e apresentou alterações no teste de oximetria - que mede a concentração de oxigênio no sangue arterial. Por conta da gravidade do caso, a bebê foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Santo Amaro, onde está até hoje. Aghata foi diagnosticada com cardiopatia congênita complexa, com deformações no coração. Por isso, a bebê necessita de uma cirurgia cardíaca com urgência. Joyce afirma que a bebê está sendo monitorada a todo momento, pois os médicos afirmam a ela que o caso é delicado e requer cuidados. “Sei que minha filha está sendo muito bem cuidada, mas também sei que ela necessita de uma cirurgia urgente para sobreviver”. A mãe conta que a criança se alimenta por sonda e precisou ficar duas semanas entubada. Porém, no momento, está conseguindo respirar sozinha. O medo de Joyce é de que a filha contraia alguma bactéria ou fungo durante o período em que segue na UTI. Por isso, ela questiona pela vaga todos os dias. À esperaEm 17 de fevereiro, os médicos colocaram Aghata na fila de espera da Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross), órgão do Governo do Estado que gerencia a oferta de vagas na rede pública. Em documento enviado para a mãe da criança, o Hospital Santo Amaro afirma que não realiza este tipo de procedimento e, por isso, solicitou uma vaga para cirurgia cardíaca na Cross. No mesmo documento, a unidade de saúde diz que seguirá prestando toda assistência possível. Estado respondeEm nota, a Secretaria Estadual de Saúde diz que a paciente deve realizar o procedimento cirúrgico ainda nesta semana e que a transferência de um paciente não depende exclusivamente de disponibilidade de vagas, mas também do quadro clínico estável que permita o deslocamento a outro serviço de saúde para sua própria segurança.