[[legacy_image_249889]] Um balão de quase 20m caiu no telhado de uma casa e assustou o casal que vive na residência na tarde deste domingo (26), no bairro Vila Maia, em Guarujá. A Polícia Militar (PM) foi acionada, mas os responsáveis pelo equipamento fugiram. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O operador de terminal operacional Wagner Lourenço da Silva, de 31 anos, mora na casa atingida e diz que chegou a ser ameaçado pelos donos do balão após o ocorrido. Segundo o morador, o objeto gigante caiu por volta das 13h, quando ele ajudava a esposa a arrumar a casa. Antes disso, o objeto voador foi visto por outras pessoas sobrevoando a cidade. “Escutamos um forte estrondo. Minha esposa estava na área de serviço e me chamou dizendo que havia caído algo no telhado. Eu corri para ver e observei partes coloridas, até então sem saber da proporção e do que realmente era”, explica Wagner, que logo passou a ouvir gritos de pessoas dizendo que se tratava de um balão. Assustado, ele foi até o corredor do imóvel, onde se deparou com um homem em cima do muro nos fundos puxando o tecido do balão. “Enroscou na caixa d'água e ele (homem que estava no muro) pediu minha ajuda para retirar”, relembra. Wagner pegou uma escada para subir no telhado do vizinho e tentar alcançar o objeto. Neste momento, um homem pediu para ele tomar cuidado ao retirar o material e chegou a oferecer recompensa por isso. “Falei que dinheiro nenhum pagaria se eu tiver algum prejuízo no telhado da casa”, relembra o homem, que teve receio até pelo fogo utilizado nesses objetos. O morador acionou a Guarda Civil Municipal (GCM) e informou os homens interessados pelo balão que uma viatura logo chegaria. “Eles rapidamente foram embora e eu retirei todo o balão sozinho, puxei até a frente da minha casa, estiquei e fiz meus registros de foto e vídeo”, enfatiza o operador de terminal. [[legacy_image_249890]] No entanto, pouco tempo depois, os homens (três em um carro e outro em uma moto) retornaram à casa de Wagner em busca do balão. “Insistiram para que eu deixasse levar. Eu informei que estava em contato com a GCM para saber o que fazer e me afastei do meu carro para olhar de onde era a placa deles e ter uma base de onde o balão poderia ter vindo”, relata Wagner, que foi ameaçado neste momento. Segundo o morador, o indivíduo que estava no banco do passageiro disse que não adiantava olhar a placa, pois eles sabiam onde Wagner morava. “Informei ao policial que estava auxiliando via telefone sobre a ameaça e passei a placa para ele, que passou para a rede da polícia informando a ameaça”. O operador conta que equipes policiais da PM e da GCM chegaram em poucos minutos e acionaram os policiais ambientais para a apreensão do objeto. Enquanto isso, os outros agentes da PM seguiram em busca dos suspeitos, mas não encontraram ninguém. Wagner registrou o boletim de ocorrência por ameaça e o balão foi apreendido pela PM Ambiental. Em nota, a Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Cia do 3º BPAmb, confirmou que foi acionada para atender a queda de balão e ameaça que o homem sofreu pelos indivíduos que estavam tentando resgatar o material. Ainda segundo a corporação; no local, o proprietário informou que os suspeitos fugiram antes da chegada das viaturas. "O solicitante guardou o objeto em seu quintal até a chegada da equipe policial, que fez a apreensão e destruição do balão. A Polícia Militar Ambiental frequentemente realiza campanhas de conscientização para informar que soltar balão é crime, conforme Art. 42 da Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais), e infração administrativa, nos termos do art. 57 da Resolução SIMA nº 05/2021, o qual prevê multa no valor de 10 (dez) mil reais por unidade". Ainda segundo a PM, todos os envolvidos, desde os que fabricam o objeto, até os que tentam resgata-lo, estão sujeitos às punições previstas na Lei. "Tal prática pode gerar incêndios, ceifando vidas e causando destruição", diz a nota.