[[legacy_image_28903]] Uma bala de canhão foi encontrada na manhã de quinta-feira (1), na Fortaleza da Barra Grande, em Santa Cruz dos Navegantes, por uma monitora que pintava as muralhas dos pavilhões.A peça estará exposta no local e poderá ser vista ainda neste mês, com a reabertura da fortaleza. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O arquiteto do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Victor Hugo Mori, afirma que é preciso analisar a posição em que a bala foi encontrada e suas dimensões. Segundo ele, não é possível saber a data exata do artefato, mas estima-se que seja do século 18 ou 19 devido a sua propriedade de bala de canhão de alma lisa, um tipo de armamento usado no Brasil durante aquele período. [[legacy_image_28904]] “A bala serve como uma relíquia, mas não diz nada do ponto de vista arqueológico e histórico. Ela é só uma bala de canhão, sem data e sem história”, explica Victor Hugo. Ele diz que o achado estava nas pedras, bem na superfície, ou seja, em uma camada mais recente. “Sabemos que nenhum pirata atirou essa bala, então, ela é do próprio local. O valor que tem é simbólico. Existem outras balas como essa, não é o primeiro caso”, considera o arquiteto. De acordo com a diretora de Patrimônio da Fortaleza da Barra Grande, Michelli Cicconi, há diversas suposições a respeito da origem da bala e de quanto a idade do artefato. “Ela tem, no mínimo, 100 anos, conforme foi precisado por um arquiteto no local. É algo de grande importância, pois chama a atenção para o local e desperta a curiosidade das pessoas”. Michelli lembra que a fortaleza guarda história e convida as pessoas a visitarem o local assim que as portas forem reabertas. “A fortaleza servia para nos defender, os canhões eram usados de verdade. A história que esse local guarda é muito rica, e todos deveriam conhecê-la”, convida.