O bacurau estava empoleirado nas estruturas metálicas de sustentação das lâmpadas, sem conseguir encontrar uma rota de saída do supermercado em Guarujá (Divulgação/ GCM Ambiental de Guarujá) O Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) resgatou um bacurau (Nyctidromus albicollis) no sábado (12), dentro de um supermercado na Avenida Santos Dumont, no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A equipe foi acionada pelos próprios funcionários do estabelecimento após notarem a presença da ave no local. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o gerente do supermercado, o bacurau permaneceu preso por pelo menos cinco dias no interior do imóvel. O animal estava empoleirado nas estruturas metálicas de sustentação das lâmpadas, sem conseguir encontrar uma rota de saída por conta própria. Para realizar o manejo com segurança, os funcionários chamaram os agentes do Grupamento de Defesa Ambiental. Com a ajuda de uma escada, os profissionais conseguiram alcançar a estrutura e, após a captura, foi identificado que a ave é um bacurau, animal de hábitos predominantemente noturnos e bastante comum na fauna do litoral de São Paulo. Comportamento e estado da ave O biólogo Gustavo Moraes explica que a espécie é considerada uma ave silvestre e de vida livre, com um temperamento de acordo com o ambiente e com o instinto defensivo. “Por ser uma ave silvestre e de vida livre, ela não possui uma relação direta de proximidade ou afeto com humanos”, pontua o especialista. Durante o resgate, a equipe e os funcionários do supermercado observaram que o animal ficou paralisado. Essa característica faz com que o comportamento da espécie seja muitas vezes mal interpretado durante episódios de estresse. A bióloga e consultora ambiental especialista em ESG, Kimberly Banov, reforça que a atitude do animal em ficar parado durante o resgate não significa mansidão. “O bacurau é uma espécie normalmente arredia com seres humanos. Em alguns casos, por experiência em campo, eles chegam a ficar parados na presença humana ou sob luzes de flashes”, conclui a bióloga. Resgate Segundo o GDA, após o manuseio, foi constatado que o bacurau não estava ferido e se encontrava responsivo, estando apto para soltura imediata. Assim, a ave foi conduzida a região próxima ao Morro do Icanhema, na Área de Proteção Ambiental (APA) Cabeça do Dragão, onde existe incidência da espécie e menor chance de o animal se envolver novamente em uma ocorrência entre humano e fauna. A Guarda Ambiental também alerta que, em casos como esse, deve-se isolar o local e acionar o resgate através do telefone 153. Caso o animal esteja apresentando ferimentos, não é recomendado o contato humano. Dessa forma, a melhor atitude é isolar o local e cobrir o animal com uma caixa até a equipe chegar.