[[legacy_image_121350]] O presidente do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT), José Manoel Ferreira Gonçalves, se diz indignado com os depoimentos prestados nesta segunda-feira (8), na Comissão Processante criada na Câmara de Guarujá para analisar o pedido de impeachment do prefeito Válter Suman (PSDB). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Isso é um teatro. São feitas perguntas simplistas, que não se aprofundam, e mesmo assim ninguém sabe responder nada". O autor do pedido de destituição do cargo de Suman que originou a comissão acredita que as declarações não estão acrescentando em nada e que as provas mais fortes são as documentais, frutos de investigação feita pela Polícia Federal. "O primeiro (a prestar depoimentos, o ex-secretário de Educação, Marcelo Nicolau) não soube explicar como o dinheiro apareceu na sua casa. O segundo (o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Rogério Rudge Lima Netto) disse que o contrato de locação supostamente entre ele e o prefeito deixou de ser pago a partir dos fatos, ou seja, o prefeito ficou inadimplente porque deixaram de ter contato. Está tudo errado". Já o presidente da Comissão, Fernando Martins dos Santos, o Peitola (MDB), diz que o dia foi bastante proveitoso. "Vamos avaliar com o nosso jurídico tudo o que foi apresentado para emitir um relatório final até 29 de dezembro". Sobre o comparecimento do ex-secretário Rogério em segunda convocação feita pela Câmara (ele era aguardado na última sexta-feira e não compareceu), Peitola diz que ele mostrou uma "grandiosidade tremenda, até mesmo porque quem não deve não teme". "A Comissão até então estava vendo isso como falta de respeito e até levantamos a questão que se fosse uma estratégia adotada o tiro sairia pela culatra, mas eles repensaram". CalendárioA primeira sessão da Comissão Processante, que analisa o pedido de impeachment, aconteceu no dia 23 de setembro. Essa primeira reunião ocorreu no plenário da Câmara, após ser aprovado por unanimidade o pedido de destituição do cargo do prefeito, protocolado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na próxima quinta-feira (11), o prefeito é aguardado para prestar depoimento, também na Câmara. HistóricoNicolau e o prefeito Válter Suman foram presos em flagrante pela Polícia Federal durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Nácar, que investiga um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde em meio ao enfrentamento da covid-19, em 15 de setembro. Eles foram colocados em liberdade provisória no dia 18 do mesmo mês. As ações aconteceram na casa do prefeito e, também, do secretário. Nos imóveis ligados a ambos, foram encontrados quase R\$ 2 milhões em dinheiro. A Polícia Federal detalha os itens apreendidos na residência do prefeito, totalizando mais de R\$ 70 mil e dezenas de joias e outro, que aponta o encontro de mais de R\$ 40 mil escondidos dentro de caixas de máscaras de proteção facial no gabinete da prefeitura. Suman é suspeito de comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R\$ 109 milhões da área da Saúde, enquanto Nicolau teria recebido vantagens indevidas nos contratos firmados entre a prefeitura e a Organização Social Pró-Vida, que era responsável pela administração da UPA da Rodoviária e 15 Unidades de Saúde de Família (Usafas).