[[legacy_image_356919]] A alegria de ser aprovado em um processo público é enorme. Porém, a frustração de não ser chamado para tomar posse pode ser ainda maior. E a situação fica ainda mais grave quando um outro instrumento de seleção é utilizado, com alguns cargos que se repetem, e os aprovados têm sido priorizados. Esse “ganhar e não levar” tem chateado vários munícipes de Guarujá, no Litoral de São Paulo Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo eles, a Prefeitura promoveu o concurso público 01/2023, com mais de 4 mil vagas entre principal e cadastro reserva, cuja prova objetiva foi aplicada em outubro do ano passado. Um mês depois, em novembro, foram abertas inscrições para o processo seletivo 01/2023, cuja prova foi aplicada em janeiro deste ano. Um detalhe: o processo conta com vários cargos também presentes no concurso público, como odontólogo e técnico de enfermagem. Os candidatos alegam que o chamado para os aprovados no processo seletivo tem chamamento mais rápido, já que, segundo o edital, é temporário, pelo período de um ano, renovável por mais um. “Do processo seletivo 01/2023, já chamaram mais de 400 pessoas, entre eles técnicos de enfermagem, mesmo cargo que tem no concurso público”, conta o jardineiro Sueliton Oliveira da Silva, de 34 anos, que mora no bairro Perequê. Ele resume a sensação de quem sonha com o emprego público, mas, até agora, só se desapontou. “A sensação de propaganda enganosa, pois conheço pessoal de outros cargos, que estão desempregados e esta é sua última esperança”, descreve. Suéliton, que concorre à vaga de condutor de veículos, acrescenta que, no mês passado, foi à Administração Municipal buscar informações sobre o andamento dos concursos. Como resposta, ele ouviu que “as secretárias vem pedindo funcionários, porém a Prefeitura não atende. Para o cargo de condutor de veículos, no edital falava em 20 vagas de imediato. Porém, sabemos que existem 24 vagas em vacâncias e cinco em situação de aposentadoria”, ressalta. “É frustrante, já sabemos mais ou menos, como funciona a máquina pública no nosso país”, conta um candidato, que não quis se identificar. Outro ladoEm nota, a Prefeitura do Guarujá informa que “já se encontra tramitando alguns processos para estudos à convocação, aguardando impacto financeiro e orçamentário, tudo com muita cautela por se tratar de ano eleitoral, para não infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Estão sendo feitas convocações em casos específicos, como reposição de pessoal por aposentadoria, exoneração ou falecimento, situações onde não há alteração no equilíbrio funcional e principalmente financeiro/orçamentário da Prefeitura. O concurso tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período. As convocações são feitas pelo Diário Oficial do Município, geralmente aos sábados.’, complementa a Administração Municipal.