Cachalote-pigmeu foi resgatado na Praia do Centro, em Mongaguá, e levado para reabilitação no Gremar, em Guarujá (Arquivo Pessoal/ Jonas de Morais) O cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) que encalhou e mobilizou uma operação de resgate em Mongaguá, no litoral de São Paulo, morreu após um dia em tratamento no Instituto Gremar, em Guarujá. O animal marinho, com cerca de 2,7m de comprimento e 307 kg, foi encontrado com múltiplos ferimentos na pele. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O cetáceo encalhou na Praia do Centro, em Mongaguá, na tarde de sábado (29). Ele precisou ser levado em um caminhão ao Instituto Gremar, em um resgate que contou com auxílio do Corpo de Bombeiros, do Instituto Biopesca e dos banhistas que estavam no local. O Instituto Gremar informou que o animal evoluiu a óbito no domingo (30) e que foi realizada necropsia, para apontar a causa da morte. No exame, foram evidenciadas múltiplas escoriações, decorrentes do processo de encalhe. Em análise dos órgãos, foi observado severo acometimento pulmonar, com os lobos pulmonares apresentando congestão, inchaço e presença de espuma, o que é sugestivo de um quadro de pneumonia e consequente afogamento. Também havia presença de cistos em tecido adiposo da região ventral, sugestivo de parasitose, além de parasitas vivos no esôfago e estômago, indicando debilidade no estado de saúde do animal. A equipe ainda coletou amostras para realização de exames complementares, que possam determinar com ainda mais exatidão as causas do óbito. Ferimentos Na tarde do resgate, segundo o Instituto Gremar, o cetáceo chegou ao Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, na sede da entidade, com múltiplos ferimentos na pele. O animal, ainda de acordo com o Gremar, estava bastante estressado e com a frequência cardíaca elevada. Após a estabilização no tanque de cetáceos, ele recebeu medicação e ficou em observação.