A pista possui 1.390 metros de comprimento por 45 metros de largura e é um pouco mais extensa que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio (Vanessa Rodrigues/AT) O Aeroporto Civil Metropolitano vai tomando forma na Base Aérea de Santos, localizada no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. A pista de pouso e decolagem está pronta, o que representa o final da primeira etapa das obras. “É uma das fases mais importantes, com a adequação da pista para estar de acordo com as regras de segurança aeroportuária. É um marco para a gente”, afirma o prefeito Farid Madi, em entrevista para A Tribuna. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com investimento de R\$ 19 milhões, proveniente do Governo Federal, e projeto elaborado pela Prefeitura de Guarujá, a reforma e adequação contemplou intervenções nas pistas de táxi A, B e C; faixa de pista e sistema de drenagem, implantação de cerca operacional e barreiras de proteção de fauna. A pista possui 1.390 metros de comprimento por 45 metros de largura. Como comparação, é pouco mais extensa que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, que possui 1.360 metros. “A ideia inicial é que desçam aviões de porte menor, para 60 ou 70 passageiros. Existe a possibilidade de ampliação da extensão dessa pista para aeronaves maiores”, projeta o prefeito. Terminal A etapa seguinte a ser realizada, a partir desta semana, envolverá a construção do terminal de passageiros. O espaço terá área de 302 metros quadrados (m²) e capacidade operacional de até 24 passageiros simultaneamente. Orçada em R\$ 2,7 milhões, a obra do terminal está prevista para ser concluída ainda neste ano. “Ele é provisório para não perdermos mais tempo. O terminal ficará na entrada da Base Aérea. A ideia é ampliar lá mesmo ou trazer para mais perto da pista”, garante Farid Madi. “Queremos começar o mais rápido possível. Precisamos de um terminal dentro do que as regras exigem e que seja apropriado. Vai ter ônibus que pega as pessoas e leva até o avião. Da entrada da Base até a pista, dá uns 600, 700 metros”, emenda. Obras seguem a todo vapor: marco para o desenvolvimento da região (Vanessa Rodrigues/AT) Burocracia e previsão Depois disso, o funcionamento do aeroporto dependerá de questões mais burocráticas, como a concorrência pública para exploração do local - e de legislação, segundo o prefeito de Guarujá. Um serviço de mapeamento aéreo terá de ser contratado pela Administração. Ele consiste na obtenção de informações de uma determinada área, por intermédio da utilização de técnicas de sensoriamento remoto. Podem ser usados aviões ou drones. Por tudo isso, o prefeito Farid Madi prefere não fazer previsão sobre quando o Aeroporto Civil Metropolitano estará funcionando. “Previsão é sempre um risco e não gosto de arriscar. Gostaria que fosse inaugurado ainda neste ano, mas acho improvável. Todos as esferas de governo estão empenhadas, mas não depende só da gente. O mapeamento aéreo, por exemplo, é um pouco complexo. Depende da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, responsável pela administração dos principais aeroportos do País), que tem de estar de acordo”, afirma. Túnel Com obras previstas para serem iniciadas em 2026, o túnel Santos-Guarujá também ajudará no sucesso do Aeroporto Civil Metropolitano. “Quem estiver nas cidades da Baixada e precisar viajar de avião usará o túnel para chegar ao aeroporto, o que será importantíssimo para o desenvolvimento da região. Atualmente, é mais rápido chegar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 45 ou 50 minutos do que o transtorno para atravessar a balsa, o que leva mais de uma hora”, compara o prefeito Farid Madi. Turismo e geração de empregos ganharão novo impulso O Aeroporto Civil Metropolitano em Vicente de Carvalho, Guarujá, facilitará o acesso de todo o Brasil, o que irá colaborar muito com o turismo na região, segundo o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes), Arthur Veloso. “Hoje vemos nossa região como a preferida do turista do Estado de São Paulo, mas a construção do aeroporto facilitará o acesso do Brasil inteiro. Temos um cenário gastronômico que é referência em todo o País e um setor de hospitalidade de excelência e muito bem desenvolvido para receber todos os novos turistas que surgirão”, argumenta. Veloso lembra também que a iniciativa irá gerar muitos empregos no segmento e renda para toda a Baixada Santista, além de novos investimentos. “Estamos ansiosos e preparados para esse futuro”, afirma.