[[legacy_image_342657]] Após o início das obras da primeira fase do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá, no último dia 8, o empreendimento deu um passo importante para, enfim, decolar. E outro está próximo: existe a expectativa de que a licitação para a construção do Terminal de Passageiros esteja pronta no próximo mês. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A informação é do secretário de Obras e Infraestrutura de Guarujá, Adilson de Jesus. Ele esteve em Brasília na última semana. Em reunião na Secretaria de Aviação Civil (SAC), foi discutido o orçamento para a obra, que deve levar seis meses. “Esse orçamento é elaborado pela Infraero, passa pela Prefeitura para conferência e é encaminhado para a SAC, para que eles aprovem e nos liberem para licitar”, explica. A expectativa é de que o aval da Secretaria de Aviação Civil ocorra ainda esse mês. O edital ficará disponível por 25 dias para as empresas concorrentes terem conhecimento e poderem ofertar lances para execução. Depois disso, é aberto o envelope de proposta comercial, feita a análise de documentos. O próximo passo é o envelope de habilitação (quando a empresa apresenta novos documentos para comprovação para execução dos serviços) e é declarada vencedora. É realizada a homologação, feito contrato e, depois, é dada a ordem de serviço. Vale lembrar que as etapas ainda consideram prazos para recursos. “Temos estimativa (de orçamento) entre R\$ 4 milhões e R\$ 5 milhões. Desse recurso, parte vai ser de verba do Governo Federal e também do Governo Municipal”, disse o secretário. Aeroporto definitivoAdilson de Jesus aproveitou a agenda na Secretaria de Aviação Civil para abordar a questão do Aeroporto Civil Metropolitano em sua configuração definitiva. Se, para começar a operação, a expectativa é por voos de até 72 passageiros, os planos a longo prazo elevam esse número para mais de 100 ocupantes. Isso passa pela ampliação da pista, para que fique com 1.500 metros de extensão, algo similar ao Aeroporto do Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, duas empresas aéreas (Gol e Azul) já mostram interesse em operar linhas no novo complexo aéreo. “(A reunião) foi só uma introdução, para que a gente começasse a cuidar dessa parte. A licença principal, para o aeroporto definitivo, tem um estudo, mas ainda demanda de a gente entrar nos órgãos competentes, para que a gente tenha esse licenciamento completo. Isso está em estudo para uma projeção futura”, pondera o secretário. O projeto definitivo, com hangar, estacionamento e acesso próprio, tem previsão de entrega em cinco anos. Obras iniciadasEnquanto isso, as obras da primeira fase começam a mudar a cara da Base Aérea de Santos, em Vicente de Carvalho. Neste momento, estão em curso serviços de reforma e adequação da pista de pouso e decolagem. Fazem parte desse pacote, também, intervenções nas pistas de táxi A, B e C; faixa de pista e sistema de drenagem e, ainda, implantação de cerca operacional e barreiras de proteção de fauna. A empresa vencedora da licitação foi a Terracom Construções Ltda., homologada vencedora no último dia 2 de dezembro. A companhia realizará as intervenções necessárias, orçadas em R\$ 19 milhões, com investimento oriundo do Governo Federal. [[legacy_image_342658]] AcessosDo lado de fora da Base Aérea de Santos, outras obras são executadas. São as intervenções em vias de acesso ao Aeroporto. Duas delas já estão em curso e a terceira, em fase de licitação. A chamada Fase 1 contempla a Avenida Áurea Gonzalez de Conde, via principal que liga a Rodovia Cônego Domenico Rangoni até Vicente de Carvalho. Em um trecho de 596 metros, estão previstas obras de demolição de guias e sarjetas e calçadas, construção de ciclovia, guias e sarjetas; drenagem; pavimentação asfáltica, calçada acessível, iluminação pública, paisagismo e sinalização horizontal e vertical. A Fase 2 (da Avenida Presidente Vargas até a Rua São Paulo) também está em curso. Em um trecho de 2 km, contempla demolição de guias e sarjetas e calçadas, construção de ciclovia, guias e sarjetas, drenagem, pavimentação asfáltica, calçada acessível, iluminação pública, paisagismo e sinalização horizontal e vertical. Já a Fase 3 (Avenida Castelo Branco), via para quem chega à Base Aérea, tem o processo licitatório aberto. O trecho tem 485 metros, com valor de repasse estadual de R\$ 6,8 milhões e contrapartida do município de R\$ 975,6 mil. “São obras estruturantes, de extrema importância para ligar o pessoal que chega ao Guarujá, ou vai sair de Guarujá, entre a estrada e a Base Aérea”, explica o secretário Adilson de Jesus. Economia da região será impulsionada com voosA tão aguardada inauguração do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá promete mudar a vida dos moradores da cidade e da Baixada como um todo. Geração de empregos, novos empreendimentos e o crescimento do município soam no horizonte como um avião taxiando na pista. “A obra do aeroporto terá um impacto muito significativo não só para o Guarujá, mas também para toda a região da Baixada Santista. Já tem trazido novas diretrizes de planejamento para a cidade, uma vez que foi necessário pensar e planejar não só sua implantação, mas também seus acessos”, avalia a secretária de Planejamento de Guarujá, Polliana Iamonti. Para ela, a presença de um aeroporto incentiva a diversificação econômica, contribuindo para o desenvolvimento e criando oportunidades em setores como turismo, transporte e logística. “Temos também o desenvolvimento de infraestrutura, bem como a possibilidade de novos eixos de desenvolvimento, com a implantação de elementos de apoio como hotéis, restaurantes, serviços auxiliares, entre outros, em locais próximos ao aeroporto. São inúmeras oportunidades”, prevê Polliana. Segmentos de AeronáuticaA secretária lembra que a presença do Aeroporto de Guarujá permite o fomento de uma série de atividades ligadas ao segmento de aeronáutica, aquecendo a necessidade de insumos. “Temos a aviação comercial; a executiva, recreativa e de instrução; a militar; de carga; fabricação de aeronaves; manutenção, reparo e revisão; controle de tráfego aéreo; tecnologia aeroespacial; serviços aeroportuários e educação e treinamento em aviação. Esses eixos, na aviação civil, podem ser movimentados direta e indiretamente”. ComércioPresidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Guarujá, Orlando João de Souza Junior também entende que o novo equipamento refletirá não só no comércio local, mas também para os prestadores de serviços. “A gente já vem alertando os nossos associados, comerciantes locais e os prestadores de serviços para tentar aproveitar essa oportunidade e fazer com que essa demanda fique na cidade”, explica. Para ele, é uma preocupação, junto com o Poder Público, em criar ações que levem os turistas ao comércio local, principalmente na Avenida Tiago Ferreira. “Todo o eixo econômico de Guarujá será bem impactado”, complementa Júnior.