[[legacy_image_34737]] As obras do Aeroporto de Guarujá terão atraso no cronograma de entrega da estrutura definitiva. Antes prevista para outubro de 2021, está, agora, para 2023, sem mês estipulado. A Infraero, empresa federal responsável pela gestão do aeroporto, na Base Aérea de Santos, no Distrito de Vicente de Carvalho, não explicou o motivo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A Tribuna perguntou ao órgão sobre o andamento do projeto, para atualizar o reportagem publicada em 2 de novembro. A resposta não trouxe prazos exatos. Na segunda-feira, o prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSB), disse que o Município está “em contato direto com a Infraero e, a princípio, (a obra) está em dentro do cronograma definido por eles (Infraero)”. A estatal enviou informações sobre um novo projeto: o “terminal de passageiros modular” (veja destaque). É apresentado como mais uma entrega da primeira das quatro fases de desenvolvimento do aeroporto. Mesmo a etapa inicial do empreendimento não será para este ano: a previsão de término da primeira fase foi atualizada para “até junho de 2022”. Esse terminal modular “desmontável” tem, segundo a Infraero, objetivo de “atender provisoriamente a operação do aeroporto” próximo à atual área de entrada da Base Aérea. Somente na terceira fase ocorrerá a “transição para a área definitiva (...) a ser concluída em 2023”. Caso a Infraero consiga entregar o terminal modular em área “provisória”, este poderá atender a demanda de operações simultâneas de até duas aeronaves modelo Caravan — cada avião do tipo tem capacidade para transportar entre dez e 12 pessoas. Quando concluída a terceira fase, a expectativa é de o aeroporto receba modelos a jato de maior porte, como 737-700, A319 e A320, capazes de transportar mais de 100 passageiros cada um. Sem licença Há outro obstáculo a superar: o licenciamento ambiental do projeto. A Infraero ainda não tem aval da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para realizar todas as obras no aeroporto. Em novembro do ano passado, o órgão federal informou para A Tribuna que havia feito uma consulta prévia à Cetesb, que apontou a necessidade da elaboração do Relatório de Regularização Ambiental (RRA). Desta vez, a Infraero manteve a resposta acima. Significa que não avançou na questão, e o RRA, solicitado no ano passado, ainda não foi apresentado. Ações realizadas A Infraero informa que, até o momento, realizou manutenção em equipamentos de auxílio visual (biruta e farol rotativo), corte da vegetação, instalação da cerca operacional e sinalização horizontal — destes, só os dois últimos avançaram. Os serviços de topografia e sondagem, que estavam em andamento em novembro passado, já foram realizados. Ao tratar dos projetos de reconstrução do pavimento da pista de pouso e decolagem e drenagem, explicou que estes serviços estão em fase final de desenvolvimento.