[[legacy_image_289250]] Em meio à greve dos professores do Centro Paula Souza (CPS), o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP), publicou um edital para a contratação de professores para formação técnica profissional integrada ao Ensino Médio, o que causou indignação nos professores grevistas, que reivindicam melhores condições de trabalho. No entanto, a Secretaria garante, em nota, que o Ensino Técnico proposto para 2024 não substituirá o trabalho feito pelo CPS nas Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). “O ensino técnico proposto pela Secretaria para 2024 em nada interfere com o trabalho de excelência que é realizado pelo Centro Paula Souza nas Fatecs e Etecs, que inclusive colaborou na elaboração e construção curricular do itinerário de formação técnica profissional”, informou a pasta. No comunicado, a Seduc-SP esclareceu que o itinerário de formação técnica profissional integrado ao Ensino Médio ocorre na rede estadual de ensino paulista desde 2020, por meio de escolas técnicas parceiras. A pasta ressaltou que dá prioridade às escolas do CPS. Atualmente, a instituição oferece seus cursos para 671 turmas do itinerário técnico da rede estadual paulista. Aumento da ofertaA Secretaria informa, inclusive, que em 2024 o CPS assumirá por volta de 150 novas turmas, o que corresponderá a cerca de 5,2 mil estudantes, quantidade definida em consulta ao CPS. De acordo com a Seduc-SP, a expansão das vagas no Ensino Técnico profissional da rede estadual, bem como no próprio CPS, prevista para o ano que vem significa um aumento da oferta. Por fim, informou-se que o processo seletivo de docentes aberto é destinado exclusivamente ao ensino técnico profissional vinculado às escolas da própria rede. A secretaria afirmou que os professores contratados contarão com infraestrutura e materiais pedagógicos próprios. [[legacy_image_289251]] Professores protestamA publicação do edital do processo seletivo para a contratação de novos docentes revoltou os professores grevistas do CPS, que estão paralisados desde o último dia 8. O auxiliar docente Diego Conte, que esteve presente na manifestação de professores realizada em frente à Etec Alberto Santos Dumont, em Guarujá, protestou contra a medida. “Se não tem dinheiro para pagar os professores do CPS, como contratarão novos?”. Conte critica o fato de os novos cursos técnicos não exigirem licenciamento dos professores, algo que é requisitado para os docentes do CPS. Ele teme que essas ‘facilidades’ nos cursos da rede estadual resultem em um eventual sucateamento das Etecs e Fatecs. O professor também questiona a grade curricular dos novos cursos. “A oferta de cursos não possui lastro de currículo. O aluno vai sair de lá achando que está profissionalizado e não vai ser absorvido pelo mercado; vamos formar profissionais que serão futuros desempregados”.