Antes previsto para o fim deste mês, o início da operação privada das travessias aquáticas paulistas ficou, possivelmente, para o fim do ano. A previsão é da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. Ela e o secretário de Parcerias em Investimentos do Estado, Rafael Benini, visitaram o Grupo Tribuna nesta quinta-feira (27). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Natália disse que o consórcio Acqua Vias SP, que venceu leilão para a concessão de 14 linhas por 20 anos, cumprirá um período de transição antes de assumir toda a operação. Hoje, o sistema — que inclui, por exemplo, as travessias de balsas entre Santos e Guarujá e de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho — é mantido pelo Departamento Hidroviário do Estado. “Primeiro, a concessionária fica operando de forma assistida. Depois, fazemos a troca, eles ficam operando, e nós ficamos de forma assistida”, afirmou a secretária. Segundo Natália, o contrato prevê R\$ 2,5 bilhões em investimentos, incluindo a substituição da frota por 41 novas balsas elétricas ao longo de sete anos. O secretário Rafael Benini estimou que as primeiras balsas elétricas devem começar a operar no final de 2029 ou no início de 2030. Mudanças Uma das novidades após a operação privada das travessias é que pedestres deixarão de pagar tarifa nas balsas entre Santos e Guarujá, como já se oferece a ciclistas. Nas barcas, a tarifação permanecerá. A base tarifária será a mesma: não haverá reajustes adicionais decorrentes das melhorias esperadas. Entre os melhoramentos planejados, estarão climatização e ampliação de terminais, instalação de áreas de alimentação, cabines automáticas para cobrança de tarifas e novos centros de controle operacional e oficinas de manutenção. As travessias hídricas do Estado, por mar ou rios, atendem por ano 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos.