[[legacy_image_317725]] O Governo Estadual amplia, a partir desta sexta (8), a vacinação com Pfizer Bivalente para a segunda dose de reforço contra a covid-19. Poderão ser imunizados idosos com pelo menos 60 anos e imunossuprimidos a partir de 12 anos que tenham recebido a primeira dose há, pelo menos, seis meses. A medida é adotada devido ao aparecimento de novas subvariantes. Em Santos, a doença continua a matar (leia adiante). Cada cidade deverá montar seu calendário de imunização. O Estado afirma seguir recomendação do Ministério da Saúde, que anunciou ter identificado duas sublinhagens de uma variante do coronavírus, chamadas JN.1 e JG.3. Essas subvariantes haviam sido encontradas em 47 países até quarta-feira e correspondiam a 3,2% dos registros de covid-19 no mundo. No País, elas foram encontradas no Ceará, e a JG.3 está sendo monitorada em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Em SantosO secretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta, afirma que a covid-19 ainda provoca mortes. Neste ano, até esta semana, registraram-se 28 óbitos na Cidade. Catapreta destaca que o fato de muitas pessoas não estarem se vacinando contribuiu para um crescimento no registro de casos da doença, ainda que com quadros menos agressivos. “A nossa cobertura vacinal na primeira dose foi a ideal, em torno de 95%. A segunda também foi muito boa, por volta de 90%, mas a cobertura das doses seguintes foi muito ruim”, afirma Catapreta. Especificamente sobre a vacina bivalente, apenas 29% da população a partir de 18 anos foi imunizada em Santos. A Administração considera que a situação da população de crianças de 6 meses a 4 anos é a mais crítica no que se refere à cobertura, pois apenas 4% tomaram todas as doses necessárias para completar o esquema vacinal. Na faixa etária entre 5 e 12 anos, o índice dos munícipes que tomaram todas as doses chega a 70%, também de acordo com a Prefeitura. “Não sabemos como vai ser a mutação desse vírus, se teremos novamente um vírus extremamente agressivo que vai gerar um problema maior. Por isso, temos que nos vacinar”, adverte Catapreta. O secretário ressaltou a segurança das vacinas, afirmando que não há motivos para receio da população. “Vacinamos com mais de 1,5 milhão de doses e não tivemos nenhum efeito adverso significativo. Tivemos o eritema, que é aquela vermelhidão (na pele), a dor, mas nada além disso”, destaca. Catapreta também salienta a eficiência dos imunizantes. “As vacinas, desde a CoronaVac, que sofria um preconceito muito grande, até a bivalente, todas são extremamente eficazes e nos tiraram daquela pandemia, na qual milhares de pessoas morreram no mundo.” Onde se vacinarSegundo a Prefeitura de Santos, as vacinas contra a covid-19 estão disponíveis em todas as policlínicas da Cidade. Para receber o imunizante, o morador deve apresentar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e as carteiras da campanha com as doses anteriores anotadas. * Com informações de Victor Barreto, Governo do Estado de São Paulo e Agência Brasil