[[legacy_image_207869]] Desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg, a Comunicação Não Violenta, conhecida também como CNV, preza pela empatia e compaixão na hora de se relacionar com o outro. Ela surge com o objetivo de amenizar e deixar mais empáticas as relações, sejam elas de trabalho, amorosas ou familiares. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A psicóloga Renata Persike explica que, na comunicação não violenta, o principal é tentar entender o lado do outro e fazer com que o outro também entenda seu lado. Para isso, há alguns pilares para se prestar atenção (veja ao lado). Portanto, o grande objetivo da CNV, que também é conhecida como Comunicação Empática, é se colocar no lugar do outro e observar seus sentimentos, esclarecendo as situações da maneira mais amigável possível. “A gente fala com o outro como gostaria que falassem com a gente. Isso também reduz aquela coisa da impulsividade, de responder a primeira coisa que vem na cabeça quando está de cabeça quente. Ao invés disso, você tenta entender aquela mensagem e procura a melhor forma de responder para não gerar um conflito”. [[legacy_image_207870]] Assertividade A também psicóloga Gabrieli Orcelli explica que muitas pessoas acreditam que a CNV significa “ser uma pessoa amável”, usar voz baixa, não brigar e dizer amém para tudo”. “É justamente o contrário: é quando você sabe se posicionar de uma maneira assertiva, ou seja, consegue transmitir sua mensagem sem que a outra pessoa se ofenda”. Ela pontua que, por uma questão cultural, as pessoas vivem sob a sensação de estarem sendo atacadas. Por exemplo: se uma pessoa recebe uma crítica ou conselho que não quer escutar, ela já está pensando que precisa se justificar ou se defender. “Isso torna toda a comunicação mais violenta, porque ela não está aberta a ouvir, ela só quer se posicionar e isso vira uma relação de poder”. O primeiro passo para que a CNV seja colocada em prática, segundo a psicóloga, é se conhecer: saber quais são as fraquezas e fortalezas. “A vulnerabilidade é um pilar importantíssimo para as relações acontecerem”.