[[legacy_image_47472]] O climatologista da ONG Amigos da Água, Rodolfo Bonafim, relatou à reportagem de ATribuna.com.br que os ventos que atingiram o litoral de São Paulo, na manhã deste sábado (22), foram próximos à velocidade de um furacão, mas que, na verdade, ocorreram devido a um ciclone extratropical. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo Bonafim, ele usou um anenômetro, aparelho que mede a velocidade do vento, na divisa do bairro Vila Belmiro com o Marapé, onde a rajada máxima registrada foi de 72 km/h. "Isso em um bairro que não é tão favorável ao vento, mesmo assim foi muito forte na Vila Belmiro. Na orla marítima, logicamente, foi muito mais, foi próxima à velocidade de um furacão, mas não foi um furacão, é um ciclone extratropical", disse. O climatologista explicou que o furacão é um ciclone tropical formado em águas quentes e que é muito difícil se formar por aqui, mas não descarta a hipótese. "Geralmente, nessa época do ano, época de outono e inverno, os ciclones que têm aqui são extratropicais, ou seja, formados em águas frias, mas que também podem causar destruição, não tanto quanto um furacão, mas mesmo assim causam", explicou. [[legacy_image_47473]] Formação do ciclone De acordo com Bonafim, essa ventania é proveniente de uma baixa tensão que se formou no litoral da região Sul do país, entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. "Lá as rajadas desde ontem (21) são muito fortes, especialmente, no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina." Esse ciclone trouxe um pacote de instabilidades. "Essa área de baixa pressão, é um ciclone que se formou, que está no mar na altura do litoral do Rio Grande do Sul e se formou uma outra área mais para o interior e essas áreas de baixa pressão acabaram se encontrando e acabou uma reforçando a outra e aí essa ventania toda na Baixada Santista. Mesmo não sendo um ciclone bomba, é um ciclone forte." [[legacy_image_47474]] Previsão de mais ventania Segundo o climatologista, ainda há risco de ventos fortes até a noite deste sábado (22). A partir de domingo (23) a chuva deve ser mais calma e entre segunda (24) e terça-feira (25) a temperatura deve cair mais um pouco por causa da massa de ar polar que vem na retaguarda do ciclone. "Enquanto durar essa instabilidade ainda há previsão de algumas rajadas sim, não tão forte como a de hoje (22) pela manhã, mas ainda há previsão sim, infelizmente", ressaltou. Ventos fortes na região A Baixada Santista amanheceu, neste sábado (22), com uma forte e assustadora ventania. A Defesa Civil de Santos, afirmou que os ventos atingiram 72 km/h às 7h20. A administração municipal registrou nove ocorrências por conta do vento, entre elas, fiação elétrica após queda de estrutura na Avenida Francisco Manoel e quedas de árvores nas ruas Álvaro Peres, Dr. Germano Melchert, Cristiano Solano e nas avenidas Afonso Pena e Campos Sales. A ventania de até 108 km/h registrada na Baixada Santista também derrubou árvores no bairro Beira-Mar, em São Vicente, na linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e causou sua interrupção temporária.