[[legacy_image_243335]] A Marinha do Brasil (MB) suspendeu na última terça-feira (31) as buscas pelo veleiro Sufoco III, que desapareceu no dia 15 de janeiro, quando o velejador Edison Gloeden, o Alemão, de 66 anos, saiu com a embarcação da sede náutica do Clube Internacional de Regatas, em Guarujá, para testar o piloto automático do barco na Baía de Santos. O Corpo de Bombeiros também já havia anunciado a suspensão das buscas no dia 24 de janeiro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em nota enviada ontem para A Tribuna, a Marinha, por meio do Comando do 8º Distrito Naval, informou que as buscas foram iniciadas no dia 16 de janeiro, quando o Salvamar Sul-Sudeste tomou conhecimento do desaparecimento do veleiro, na região da Baía de Santos, com um tripulante a bordo. Durante 16 dias, a operação de Busca e Salvamento (SAR) utilizou diversos meios para tentar localizar a embarcação. “Foram empregados os seguintes meios: Aviso de Patrulha ‘Barracuda’, Aviso de Patrulha ‘Espadarte’, Veleiro João das Botas, Aviso de Pesquisa ‘Aspirante Moura’, Navio-Patrulha ‘Guajará’, Navio Balizador Faroleiro ‘Mario Seixas’ e o Navio de Patrulha Oceânica ‘Amazonas’, que operaram em coordenação com equipes da Força Aérea Brasileira (Aeronave P95) e as embarcações Navio Governador Fleury e Lancha Guaiaó do Corpo de Bombeiros”, diz a nota da Marinha. Também participaram das buscas, segundo a corporação, a Lancha ‘Meaípe’, Navio Aeródromo Multipropósito ‘Atlântico’, Navio Doca Multipropósito ‘Bahia’ e as Fragatas ‘Liberal’, ‘Defensora’ e ‘Independência’, bem como seus respectivos helicópteros embarcados, totalizando seis aeronaves da Marinha. “Neste período, foram realizadas buscas em uma área de aproximadamente 80.000 milhas náuticas e, infelizmente, nenhum indício que pudesse contribuir para a localização da embarcação e do condutor foi encontrado. O ocorrido continua sendo divulgado para os navios e embarcações que transitam na área do desaparecimento, e as buscas poderão ser retomadas caso surjam novas informações”, afirma a Marinha, que disponibiliza o telefone 185 para denúncias e emergências náuticas. Mal súbito Para o empresário Herman Junior, criador dos Grupos Mayday e iNavigate, palestrante e colunista náutico, é provável que Edison Gloeden tenha sofrido um mal súbito enquanto navegava e o veleiro tenha seguido o rumo programado pelo velejador no piloto automático. Segundo Herman, depois de deixar a sede náutica do Clube Internacional de Regatas, às 14h29 do dia 15 de janeiro, conforme registro das câmeras de segurança do local, o veleiro de Alemão “foi visto na saída do canal de Santos no motor e com as velas baixadas e, após isso, próximo à Ilha das Palmas rumo mar aberto”. “Ele tinha água e comida para 30 dias no mar e combustível suficiente para entre 25 e 30 horas de navegação. Sem combustível, o veleiro provavelmente começou a derivar para a região Sul do País”, diz Herman, considerando a corrente marítima e o rumo de navegação programado no piloto automático. Herman não se recorda de outro caso de desaparecimento de embarcação na região, mas lembrou de um episódio recente que ganhou destaque na mídia. Em janeiro, Elvis François, de 47 anos, de Dominica, ficou 24 dias à deriva no Mar do Caribe, quando teve problemas com o seu veleiro, sendo resgatado pela Marinha Colombiana. “Ele derivou 1.000 milhas até praticamente a costa da Venezuela e ficou 24 dias tomando água e comendo catchup”, diz o empresário, que mantém esperança de que as buscas possam ser retomadas e Alemão seja resgatado com vida.