[[legacy_image_199378]] O crescimento de casos confirmados e suspeitos de varíola dos macacos acendeu o alerta na Baixada Santista para a circulação de pessoas e a realização de viagens. A primeira pessoa com diagnóstico positivo em Santos contraiu o vírus em São Paulo. Além disso, três tripulantes de um navio barrado no Porto de Santos apresentaram suspeita do vírus. Pensando nisso, médicos ouvidos por A Tribuna deram dicas de como se prevenir caso vá viajar para outra cidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os infectologistas Leonardo Weissmann e Elisabeth Dotti destacam que os cuidados contra o Monkeypox são os mesmos já adotados contra a covid-19: uso de máscaras de proteção facial, álcool e gel, higienização das mãos e distanciamento social. Como a transmissão da doença se dá pelo contato entre infectados e com acessórios usados por quem contraiu o vírus, também é importante evitar o compartilhamento de toalhas, roupas, talheres, copos e demais utensílios. "Todo mundo que for viajar, passear, usar um ônibus, tem que tomar cuidados semelhantes aos necessários para o coronavírus. Distanciamento, álcool e gel e máscara. A pessoa que está doente, ou com alguma bolha, tem que tomar o cuidado de não sair de casa, de não ir para o ônibus", aponta Elisabeth. Em relação aos sintomas, os infectologistas orientam que as pessoas observem o possível surgimento de lesões semelhantes a bolhas na pele, principal sintoma da varíola dos macacos. Ainda assim, esse sintoma só costuma aparecer após o terceiro dia de infecção. Antes disso, o infectado pode apresentar febre, dor de cabeça e dores no corpo, e já está em condições de transmitir o vírus para outra pessoa. Quem estiver com suspeita deve permanecer em isolamento. "Qualquer pessoa está sujeita a ser infectada pelo vírus. Ele não está restrito a grupos específicos de indivíduos. Deve-se reforçar que as pessoas com quadros suspeitos fiquem em isolamento e evitem viajar até o completo desaparecimento das lesões na pele", afirma Weissmann, que é diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Varíola dos macacos na Baixada SantistaA região já possui 20 casos confirmados do vírus Monkeypox, sendo nove em Santos, seis em Praia Grande, três em São Vicente, um em Cubatão e um em Itanhaém. Em todo o Estado de São Paulo são 1.732 confirmações, sendo 1.370 na Capital, que concentra 79% dos casos. Vale destacar que o primeiro santista com notificação positiva contraiu o vírus em solo paulistano. Além disso, há 15 casos suspeitos em Santos, quatro em Peruíbe e dois em São Vicente. Entre as suspeitas estão três dos 19 tripulantes do navio Captain John P, que saiu de San Lorenzo, na Argentina, e veio para o Porto de Santos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impediu que a embarcação atracasse no cais santista devido às suspeitas. O navio foi liberado na quarta (10), após a apresentação de um plano operacional. Os três tripulantes foram levados a um hospital particular de Santos, o qual não foi informado pelas autoridades. Eles ainda aguardam resultado de exame junto ao Instituto Adolfo Lutz.