[[legacy_image_149519]] O ritmo da vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19 na Baixada Santista está mais lento do que a média estadual. Na última segunda-feira, metade da população dessa faixa etária já recebeu ao menos uma dose de imunizante. Na região, são 46,24%. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Cinco das nove cidades não atingiram 50%: Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Peruíbe e São Vicente. Porém, Cubatão, Mongaguá, Praia Grande e Santos superaram esse patamar. Até o momento, o pior desempenho na região é o de Guarujá: 10.927 das 33.600 crianças foram vacinadas, ou 32% do total. Na sequência, aparece Itanhaém, onde 4.641 das 14 mil receberam a primeira dose (33,15%). A Secretaria de Saúde de São Vicente informou que 14.272 meninas e meninos entre 5 e 11 anos estão imunizados, o equivalente a 40% da população infantil. Bertioga já aplicou 3.107 doses, ou 40,97% desse público-alvo. Peruíbe está muito próximo de alcançar o índice verificado em São Paulo. Conforme o Departamento Municipal de Vigilância em Saúde, 3.490 doses foram aplicadas, indicando que 49,85% das crianças já receberam a proteção contra a covid-19. Mongaguá explicou que já atendeu 4.309 meninos e meninas. A expectativa inicial é superar a marca dos 5 mil nesta primeira fase. Até o meio-dia de ontem, Cubatão aplicou 5.588 das 10.880 doses recebidas para atender a esse público, o que equivale a 51,36% do total. Praia Grande aplicou 17.473 doses, ou seja, em 53% dos cidadãos entre 5 e 11 anos. Em Santos, foram imunizadas 17.659 crianças contra a covid-19, o que representa 58,8% do público-alvo, estimado em 30 mil pessoas. OpiniõesO infectologista pediátrico e professor da Universidade Federal Fluminense André Ricardo Araújo da Silva afirmou que a variante Ômicron gerou uma explosão de casos de covid-19 no Brasil e ressaltou que a vacina tem evitado hospitalizações. “Os resultados preliminares mostram que a maior parte das internações de crianças e de adolescentes internadas no Rio de Janeiro é de pessoas com menos de 12 anos, de um público que ainda não tinha sido imunizado. Por esse motivo, é importante garantir essa proteção aos pequenos.” A infectologista Elisabeth Dotti entende que o fato de mais da metade das crianças de 5 a 11 anos do Estado estar imunizada com uma dose da vacina contra o novo coronavírus é muito relevante, pois a campanha foi iniciada no mês passado. A especialista citou que esse processo poderia estar mais avançado, caso o Governo Federal não o tivesse atrasado. Afinal, o uso do imunizante foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro. “Os pais não podem deixar os filhos expostos a uma doença tão grave como a covid-19”, alertou.