[[legacy_image_273362]] A presença de máscaras nas ruas em número cada vez maior, se não representa a volta do pesadelo da covid-19, traz consigo um outro aviso: o número crescente de casos de gripe. Enquanto isso, a vacinação ainda patina nas cidades da região. Município mais populoso da Baixada Santista, Santos, por exemplo, apresentava até quarta-feira (7), segundo dados da Prefeitura, 95.033 doses aplicadas. Em relação ao público-alvo, o índice de cobertura é de 44,3%. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para a médica infectologista Elisabeth Dotti, a presença reduzida nos postos de vacinação, mesmo com as doses antigripais abertas a toda população, conversa com um fenômeno dos nossos tempos: há quem desacredite na eficácia das vacinas. “A gente vive um momento complicado. Muitas pessoas resolveram que não vão se vacinar mais. Então, temos uma baixíssima adesão, como nunca. Essas pessoas resolveram largar mão, porque vacina não serve para nada. Ao mesmo tempo, a gente vê um aumento no número de casos de gripe; focos de sarampo; casos de poliomielite em alguns lugares do País. É um completo retrocesso”, lamenta. Praia Grande tem números ainda mais baixos: até o momento, foram aplicadas 54.391 doses contra a gripe, totalizando 37,64% do grupo prioritário. No caso dos idosos, são 52,53% do total. Itanhaém, por sua vez, de um público-alvo de 47.599 habitantes, teve menos da metade de doses aplicadas: 20.686, ou 43,4%. A cobertura da população prioritária (gestantes, puérperas, idosos e profissionais da saúde) é de 38,14% Em Peruíbe, de acordo com o Serviço Municipal de Vigilância Epidemiológica, a cobertura é de 50,25% do grupo prioritário e de 26,84% da população geral. Em números absolutos, foram aplicadas 18.071 doses até o momento. Já em Guarujá, foram aplicadas 49.459 doses, sendo 29,57% da cobertura vacinal do público-alvo (idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores de saúde e professores). Por grupos, a vacinação está em: 34,99% em gestantes; 39,74% em idosos; 90,60% em puérperas; 17,09% em trabalhadores de Saúde; 20,21% em professores e 16,04% em crianças. Cubatão apresentava, até a última quarta-feira, um total de doses aplicadas de 21.357. Destas, as doses aplicadas em grupos prioritários correspondem a 14.905 (30,21%). Em Bertioga, 6.706 pessoas do grupo prioritário receberam o imunizante, o equivalente a 29,87% desse público. Ao todo, 4.453 pessoas do público geral receberam a vacina. Enquanto isso, em São Vicente, de acordo com o último balanço vacinal, 64,27% da população já recebeu o imunizante. Apenas Mongaguá não informou o balanço dos vacinados. Consequências Elisabeth Dotti reforça que virar as costas para a vacinação contra a gripe traz implicações sérias. “Sem vacina, o vírus encontra caminho livre para se propagar, uma gripe pode virar uma pneumonia. Ela ainda faz estragos e até mata. Quem quiser colocar a boca na cabeça do leão, ótimo. O problema é que leva mais gente junto”, analisa.