[[legacy_image_209643]] Mulheres que lutam contra o câncer de mama poderão fazer sessões gratuitas de fisioterapia durante três meses, em Santos. A iniciativa é da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e, para participar, as pacientes deverão se cadastrar. Trata-se de um estudo inédito, que tem como objetivo avaliar e estabelecer novas formas de terapia que evitem o abandono do tratamento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O estudo deverá contar com 62 pacientes, com idades entre 50 e 70 anos. Porém, qualquer mulher em tratamento contra o câncer de mama poderá procurar a unidade e contar com atendimento, mesmo que não faça parte da estatística. O programa é direcionado para pacientes que tenham passado por cirurgia há mais de 15 dias e menos de seis meses. Elas serão divididas em dois grupos, definidos por sorteio. O primeiro será submetido à fisioterapia convencional, como o levantamento de halteres e alongamento. Já o segundo grupo fará o chamado Exergame, uma modalidade que utiliza videogame e realidade virtual no tratamento. A ideia é tornar o exercício uma espécie de brincadeira com o uso da tecnologia. Ao final, a equipe liderada pela professora Tania Scudeller vai comparar os resultados. “O objetivo geral do nosso estudo é avaliar os efeitos do Exergame na recuperação de mulheres após cirurgia para retirada de câncer de mama comparados à cinesioterapia convencional. Como objetivos específicos iremos avaliar os resultados das duas modalidades de fisioterapia nos parâmetros físico-funcionais e neuropsicológicos”, explicou a responsável pelo estudo. Cada paciente passará por 24 sessões de fisioterapia, duas vezes por semana, com duração de 50 minutos. Qualidade de vidaDe acordo com a universitária Waleska Celin de Barros, uma das pesquisadoras, o tratamento do câncer de mama é doloroso. E isto faz com que as pacientes abandonem as sessões de fisioterapia antes da conclusão dos exercícios, o que, normalmente, causa sequelas que se arrastam pela vida inteira. “Em alguns casos, por conta da dor, elas têm medo até de erguer o braço. E na realidade virtual, elas podem perder o medo e realizar o movimento necessário”, afirmou a pesquisadora. As pacientes interessadas em participar do projeto de pesquisa da Unifesp podem entrar em contato com os pesquisadores pelo WhatsApp (11) 91574-9764 ou pelo e-mail pesquisafisiocademama@gmail.com. Os atendimentos serão realizados na Seção de Recuperação de Fisioterapia (Serfis), que fica na Avenida Conselheiro Nébias, 267, no Paquetá.