[[legacy_image_20069]] As unidades regionais do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP)já estão preparadas para adotar, a partir dessa sexta-feira (31), o modelodeplacaspadronizadonos países doMercosul. A recomendação do órgão paulista é que o preço do emplacamento seja, no máximo, R\$ 138,24 para carro, ônibus e caminhões e R\$ 114,86 para motocicletas– similaresaos cobrados peloexemplar cinza.A mudança atenderá a uma média de 1,7 mil veículos licenciados na Baixada Santistaa cada mês. Os valores, contudo, podem variarconformea empresa que o motorista escolher para fazer o emplacamento. Atualmente, seis locais estão habilitados no estado para a confecção do novo modelo. Duas unidades na Grande São Paulo – uma na Capital e outra em Arujá – são as mais próximas à Baixada Santista,razãoapontada pelo órgãocomo responsávelpor manteroteto de custo estabelecido. As regrasde transição entre o atual sistema de emplacamento e o novoforamestabelecidaspelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que definiuo novo modelocomoo único a ser utilizado em todo o território nacional,a partir dessa sexta-feira (31). A utilização do modelo nas cidades paulistas era, inicialmente, prevista para começar em junho passado – conforme a Resolução nº 780 –,mas foi adiada pela autoridade federal. A mudança, porém, não se aplica a todos os modelos de veículos em circulação no país. O emplacamento uniforme passa a ser obrigatório para veículos novos, àqueles que precisarem substituir qualquer das placas (como mudança de categoria, furto ou extravio) e em caso detransferência demunicípio ou estado. ODetran-SPesclareceque os veículos emplacados no padrão cinza – e demais cores, conforme especificações –poderão continuar acircularnormalmente,sem necessidade de substituição para onovopadrão.Contudo, osproprietários de automóveis podem fazer a substituição de forma voluntária, caso desejem utilizar o novo modelo. Substituição gradual As regras para a adoção no modelo em território paulista foram estabelecidas em uma circular do órgão estadual. Conforme o comunicado,o emplacamentono modelo padrão cinzaocorreram àqueles querecolheramtaxaspelo serviço até a sexta-feira passada (24).Já os emplacamentos cujos pagamentos foram realizados posteriormente a essa datavão utilizar o novo modelo. O órgão esclarece que o prazo foi necessário para adequar osprocessos de atendimento e sistemas de informática. A placano padrãoMercosul continuasendo formada por7 dígitos, mas ficará com um número amenos e uma letra a mais (que estará sempre entre os números). Desta forma,aumentam-seas combinações possíveis. As placas atuais, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), acabariam em alguns anos, e as novas permitirão mais de 450 milhões de combinações. Outra novidade é que as novas placas não serão instaladas diretamente peloDetran- elas serão fabricadas e vendidas por empresas credenciadas.Por essa razão, o órgão afirma que o custeio para a mudança depende da fabricante, porém limitado ao teto estabelecido. Além de ampliar as combinações possíveis, o Contran afirma que o novo modelo é mais seguro. O lacre deixa de existir, sendo substituído por um QR code, umaidentificação digital que armazena todo o processo de fabricação da placa, desde o início da matéria-prima até a instalação. Isso permite que a fiscalização aponte o aplicativo para ocódigoe identifique as características do veículo em tempo real na consulta da base nacional.