[[legacy_image_329438]] A forte chuva que atingiu a Baixada Santista e o Litoral de São Paulo no fim da tarde desta quarta-feira (24) provocou uma série de alagamentos em toda a região. Casos foram registrados, por exemplo, em Santos, Praia Grande, São Vicente e Cubatão. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Para se ter ideia, quem está chegando a Santos pela Rodovia Anchieta precisa ter muita paciência e atenção no trânsito. O motorista Willian de Brito está vindo de Guarujá para o Centro de Santos, um percurso que costuma levar 1h10, mas já demora 2h30 devido às chuvas. “Está tudo cheio. A (Rodovia) Anchieta tem uns trechos bem alagados, mas a entrada de Santos está toda parada. Na Avenida Martins Fontes, mal dá pra passar. Só um carro tem passado por vez”. Ainda em Santos, o Canal 1 transbordou e várias ruas das imediações estão inundadas. Na Edgar Boaventura, de acordo com a moradora Elizabeth Francisco Cichello, a rua está cheia a ponto de a água ter entrado pelo ralo do banheiro da área de serviço da casa. Na mesma via, reparo feito recentemente pela Sabesp na pavimentação cedeu com a chuva e a inundação. [[legacy_image_329439]] Quem também está em trânsito é o químico Renato Rodrigues Duarte, em São Vicente. Ele, que segue pela Linha Amarela, se deparou com alagamentos no Parque São Vicente. Renato mandou imagens para a esposa, Fátima Duarte, mostrando os impactos da chuva que pegou muita gente de surpresa. “O Renato disse que, quando os motociclistas tentam atravessar no meio do alagamento, as motos não estão aguentando e morrem. Eles têm que descer na água e empurrar a moto para seguir adiante", relata Fátima. Em Praia Grande, o bairro Anhanguera está debaixo d’água. O locutor Bruno Copertino mora lá e afirma que, toda vez que chove, o bairro enfrenta problemas de alagamento. “Você não consegue sair do portão de casa para a calçada. É muita água! Para mim, o problema são os bueiros que não são limpos e alguns estão até quebrados. Meu medo é pegar leptospirose, porque a sujeira é grande”, conta. Mais relatosNa cidade de Cubatão, a situação é desesperadora para quem mora no bairro Vila Nova. Fátima Aparecida Moura é síndica de um condomínio de 16 apartamentos e conta que, a cada chuva, o residencial sofre com alagamentos. Porém, depois que a Prefeitura subiu o nível da Praça Januário Estevam de Lara Dante e da Avenida Nossa Senhora da Lapa, em 2020, a situação ficou insustentável. “Temos quatro apartamentos no térreo e, nesse momento, eles estão completamente alagados. A água está minando e todo mundo se encontra desesperado. Os moradores precisam correr para tirar os carros das garagens. Algo precisa ser feito aqui e essa chuva só trouxe à tona tudo o que já estamos sofrendo há anos”, reclama. Prefeituras respondem SantosA Defesa Civil de Santos informou que o acumulado de chuva das últimas 72h foi de 161mm (até as 18h desta quarta). A Avenida Nossa Senhora de Fátima, no cruzamento com a Rua Ana Santos, está alagada em todas as faixas, nos dois sentidos. O mesmo ocorre na Avenida Jovino de Mello (sentido morro) com a Praça Júlio Dantas e na Avenida Eleanor Rosevelt com a Avenida Francisco da Costa Pires. A Praça Washington, no bairro José Menino, e a Avenida Pinheiro Machado (próximo ao Teatro Municipal Braz Cubas) também têm registros de alagamentos. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos interditou todos os trechos alagados e mantém agentes para orientar os motoristas nos pontos mais críticos. Quanto às regiões de morros, o estado é de atenção e deslizamentos foram identificados nos morros do Marapé e Santa Maria, porém não há registro de vítimas. Equipes estão nas ruas atendendo ocorrências, como o surgimento de uma cratera em um trecho da calçada da Rua Carlos Affonseca, no bairro Gonzaga. São VicenteNa cidade, o acumulado de chuva das últimas 72h chegou a 161,8 mm. Conforme a Prefeitura de São Vicente, o estado é de atenção. Os principais pontos de alagamento registrados são na Área Continental, nas avenidas Tupiniquins, Augusto Severo, cruzamento entre Rua Frei Gaspar e Avenida Capitão-Mor Aguiar, avenidas Martins Fontes e Manoel da Nóbrega e ruas Mascarenhas de Moraes e Marechal Cândido Mariano da Silva. Na Área Continental, as avenidas Ulisses Guimarães e Quarentenário, além das ruas Eduardo Cação e Dr. Donald Alexandre Kealman, estão alagadas. Até o momento, a Defesa Civil não foi acionada para ocorrências devido ao mau tempo. BertiogaSegundo a Defesa Civil de Bertioga, das 18h às 19h choveram 54,13 mm no município. O acumulado das últimas 72h chegou a 169,32 mm. Por volta das 18h40, a chuva foi intensa no Centro da cidade. Até o momento, nenhum incidente foi registrado. CubatãoConforme a Prefeitura de Cubatão, o acumulado de chuvas nas últimas 24h é de 36,8 mm na área Central da cidade e de 39,6 mm na área de encosta. Nenhuma ocorrência foi registrada até o momento no município. Praia GrandeEm Praia Grande, a Prefeitura confirmou a ocorrência de alagamentos, mas garantiu que a água será absorvida pelo sistema de drenagem gradativamente. A Administração Municipal informou que, até o momento, nenhum incidente grave foi registrado. GuarujáEm nota, a Prefeitura de Guarujá informou que equipes da Defesa Civil Municipal têm priorizado o atendimento à população devido às fortes chuvas das últimas horas, mas disse não possuir informações sobre ocorrências. ServiçoEm caso de urgência e emergência, a população pode ligar para o número 199 (Defesa Civil).