[[legacy_image_131339]] O setor de hotéis, bares e restaurantes espera que os próximos três meses – de dezembro a fevereiro – se transformem na melhor temporada de verão dos últimos 10 anos na Baixada Santista. Sindicatos que representam as empresas e os empregados estão extremamente otimistas com o fluxo de turistas na região, afirmam que já há grande procura por hospedagem para as festas de fim de ano e que as contratações de trabalhadores da área estão em alta. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares da Baixada Santista (SinHoRes), Heitor Gonzalez afirma que a expectativa é de ter o mesmo movimento de 2012, considerado um dos melhores anos da história para o setor. Ele lembra que com a pandemia, a partir de 2020, os números despencaram 30% em relação a 2019. “Temos muitos parâmetros que nos levam a crer que podemos ter uma temporada tão boa quanto a de 2012. Um deles é o dólar alto e as medidas para ir ao Exterior, como fazer exames no retorno e passar 12 hora num voo de máscara. Além das notícias de surtos na Europa e nos Estados Unidos”, diz ele. Heitor também destaca que o estado de São Paulo é um dos mais avançados do mundo em número de vacinados. “Os turistas ou vão para o Nordeste ou para o litoral de São Paulo. E a maioria é do interior, em torno de 65%, e da própria Capital. Por isso a gente acredita que a região será escolhida”. O presidente do SinHoRes explica que há aproximadamente 50 mil leitos em hotéis, mas muitas casas e apartamentos sendo alugadas por aplicativos. "A procura já está grande, acreditamos que a partir de 20 de dezembro seja bem difícil encontrar vagas. Claro que todo o movimento da pandemia, o surgimento de novas variantes, pode acender um sinal amarelo e acabar deixando as pessoas inseguras. Mas a resposta e o esclarecimento a imprensa são muito rápidos”. [[legacy_image_131340]] ContrataçõesHeitor diz que o setor já está contratando há 30 dias. “Temos que contratar muitos iniciantes, porque perdemos muita gente. Não está sendo fácil, mas é que temos. Até lá eles estarão preparados” O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares da região (Sinthoress), Edmilson Oliveira, afirma que já há um movimento grande de turistas e novas contratações, especialmente Santos, Guarujá, Bertioga e Praia Grande. Ele acredita que será possível repor o quadro que havia em 2019, de quase 23 mil trabalhadores fixos do setor na Baixada Santista, sem contar os temporários. “Há um sinal de que a temporada vem muito forte. O turismo doméstico será a opção e já percebemos isso nos últimos feriados e fins de semana. Já tem hotel com 95% de reservas para o fim do ano. A taxa de vacinação aumentou muito e o setor tem cumprido todos os protocolos, fazendo a lição de casa e gerando confiança para os clientes”. Estado acredita no potencial regionalO secretário Estadual de Turismo de SP, Vinícius Lummertz, diz que é preciso analisar melhor os impactos da nova variante ômicron. Se não houve nenhuma novidade relevante, ele acredita que temporada de verão na Baixada Santista deve ultrapassar os índices registrados em 2019, o último “ano normal”. "Há uma ansiedade natural em se buscar atividades de lazer. São mais de 20 meses de pandemia, com alguns períodos de flexibilização. E entre os dados objetivos podemos citar o movimento das estradas, que aos finais de semana já batem os números de 2019, e a ocupação dos meios de hospedagem em alguns destinos turísticos clássicos, entre eles os litorâneos, que nos feriados de novembro ultrapassaram 70% da ocupação”. A Baixada Santista é o principal destino paulista depois da capital, explica o secretário. “Grande parte são turistas de segunda residência, que têm imóveis nas cidades praianas, para onde vão nas férias. Não podemos esquecer também que há uma limitação natural das viagens para outros estados e para o Exterior, o que certamente poderá contribuir para uma busca maior pelo litoral paulista”. Para Lummertz, a região é um destino consolidado ao longo dos anos, cujo principal visitante é o próprio paulista: da Grande SP e do Interior. “Por ser um destino relativamente próximo para as viagens de carro e de ônibus, é natural que a Baixada esteja entre as primeiras opções de viagens. Se por um lado isso é positivo, por outro é importante que todos tenham a exata noção de suas responsabilidades individuais (para conter a pandemia)”. Cidades apostam em retomadaA secretária municipal de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo de Santos, Selley Storino, diz que a expectativa da Prefeitura é de uma temporada de verão positiva, “com a continuidade da retomada econômica e do turismo, mas sem abandonar os cuidados e a prevenção com a covid-19, sobretudo neste momento de descoberta de uma nova variante”. Fábio Santos, secretário de Turismo de Guarujá, afirma que a Cidade está trabalhando para aumentar a segurança na temporada e atrair mais turistas com eventos. “Um verão seguro, que é o mais importante, e bastante promissor. Existe grande expectativa da rede hoteleira e de todo comercio de Guarujá, haja vista os últimos finais de semana que temos recebido inúmeros visitantes". A Prefeitura de Praia Grande afirma que vem se preparando para receber os turistas durante a temporada de verão "A retomada de ações no setor turístico e de eventos é muito importante para a economia da Cidade, já que na temporada de verão acontece um aumento de 30% em oferta de novos empregos”, afirma Mauricio Petiz, secretário de Cultura e Turismo de Praia Grande. São Vicente está programando atividades para a temporada de verão a partir de janeiro, mantendo os protocolos. "É importante ressaltar que a Administração optou em não promover eventos que gerem aglomerações por conta das incertezas da pandemia", destaca a secretária de Turismo, Juliana Santana. De acordo com o secretário municipal de Turismo de Cubatão, Fabrício Lopes, a cidade possui um amplo conjunto de atrativos ao ar livre, como o Parque Caminhos do Mar, Núcleo Itutinga-Pilões e Parque Ecológico do Perequê. “A expectativa é de que, devido às mudanças de comportamento ocasionadas pela pandemia, esses locais recebam mais visitantes". Bertioga informa que são esperadas cerca de 450 mil pessoas na cidade entre os meses de dezembro e janeiro. “Estamos trabalhando para impulsionar o turismo e acelerar a retomada segura da economia, além disso, investindo para oferecer a melhor experiência aos bertioguenses e visitantes”, afirma o secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Ney Carlos da Rocha. O secretário municipal de Turismo, Cultura e Esportes de Peruíbe, Edilson Almeida, espera um movimento 35% maior do que em 2019. “A rede hoteleira já apresenta reservas acima da expectativa e alguns estabelecimentos inclusive já esgotados". Itanhaém e Mongaguá não se manifestaram.