[[legacy_image_259550]] O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) assinou nesta segunda-feira (10) contrato com o IFC, agência ligada ao Banco Mundial, para realização de estudos sobre a privatização da Sabesp. O anúncio foi feito durante evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo Estadual, para apresentar resultados dos 100 dias de gestão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Tenho certeza que a grande arma é o esclarecimento. Com o estudo, vamos poder saber se é o melhor passo a ser dado, se vamos mobilizar muitos investimentos, se vamos melhorar a qualidade da prestação de serviços, se vamos cumprir as metas de universalização, vamos levar água e saneamento para mais gente, com custos mais baixos. Se a resposta for sim, seguiremos em frente e vamos ter os argumentos para levar às pessoas. Esse primeiro passo é fundamental”, afirmou. O governador declarou também que uma possível privatização da Sabesp não implicará a venda total da participação societária do Estado na empresa de saneamento. Freitas lembrou que 49,7% do capital da companhia já é privado e que, com a desestatização, o Governo deve deixar de ser acionista majoritário, mas mantendo “participação relevante”. “A Sabesp já tem boa parte do seu capital privado: 49,7% privado e 50,3% público. Quando você discute privatização, discute controle. Isso não significa que o Estado vai sair completamente da Sabesp, que o Estado não vai ter participação relevante, sem manter voz dentro da empresa. A gente vai transferir uma participação para iniciativa privada”, explicou. Preocupação Nas cidades da Baixada Santista, as prefeituras se mostraram preocupadas com a possibilidade de privatização da Sabesp. A Tribuna abordou o assunto na edição de 5 de março. Apesar disso, não faltaram críticas ao serviço prestado pela companhia e cobrança por obras urgentes e prioritárias, casos de São Vicente e Guarujá.