[[legacy_image_221887]] A primeira morte da subvariante da ômicron no Estado de São Paulo foi confirmada na terça-feira (8). Uma mulher, de 72 anos, que morreu no dia 17 de outubro. Chamada de BQ.1, essa nova mutação do vírus tem alto poder de disseminação e preocupa com a possibilidade de uma nova onda. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O infectologista Roberto Focaccia afirma que, apesar dessa força de disseminação, a subvariante tem baixa capacidade de produzir doenças graves. “Os cuidados que devemos tomar neste momento são as pessoas idosas que possuem comorbidades que utilizem máscara em ambientes fechados ou em aglomerações, como no transporte coletivo”, explica. Entre os idosos com comorbidades se destacam os com doenças cardíacas, pulmonares, renais, que tiveram Acidente Vascular Cerebral (AVC), portadores de doenças que deprimem o sistema imunitário tal como pacientes com Aids, diabetes de difícil controle, e outras doenças crônicas. “Para quem não é de alto risco, os sintomas têm sido mais respiratórios, dor forte de garganta sempre presente, febre não muito alta, tosse seca, mal-estar e dores musculares. Outros têm tido somente dor de garganta e febre baixa”, informa. A recomendação do profissional é que a população mantenha a carteira de vacinação atualizada. Pessoas que receberam apenas uma ou duas vacinas contra Covid-19 e, especialmente, quem foi vacinado há mais de seis meses, devem tomar a terceira e a quarta dose. O infectologista também recomenda a aplicação da vacina contra gripe. “Aos que tomaram a quarta dose, não se recomenda uma quinta agora. Devemos aguardar a chegada ao Brasil de uma nova vacina já produzida pela Pfizer, que está atualizada contra as variantes novas. Este imunizante já vem associado à vacina contra gripe”, diz. Apesar da subvariante causar preocupação e refletir no aumento dos casos, o especialista alerta que é preciso manter a calma. “No momento, não deve haver pânico pela população. Estamos começando a aumentar o número de casos com baixa mortalidade. Vamos aguardar a evolução dessa nova onda de Covid-19 para outras medidas de controle”, conta. Novas vacinasA Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou, em nota, que recebeu, na manhã desta sexta-feira (11), 206 mil doses do imunizante da Pfizer, que será utilizado em crianças de 6 meses a 2 anos e 11 meses com comorbidade. A pasta estadual confirmou que as vacinas já estão sendo distribuídas, entre sexta-feira (11) e sábado (12), para todas as cidades que eles programaram os trabalhos. Para a região da Baixada Santista, devem ser distribuídas 6 mil doses do imunizante. Conforme informado pela secretaria, a população de crianças de 6 meses a 2 anos no Estado de São Paulo é de 1,3 milhão e estima-se que cerca de 195 mil possuam pelo menos uma comorbidade. Para abranger as três doses do imunizante, foi solicitado ao Ministério da Saúde 615 mil doses. Contudo, o número não foi enviado. Devido a isso, a pasta reforça que será possível apenas imunizar 68 mil crianças. A secretaria também informa que segue cobrando envio de novas doses para atender toda a população elegível. RegiãoA Prefeitura de Mongaguá informa que ainda não registrou casos da subvariante BQ.1. A Cidade afirma que continua monitorando a situação do vírus e recomenda que a população busque as Unidades de Saúde para a aplicação das doses de reforço. São Vicente cita, em nota, que recebeu uma nota técnica do Estado com orientações sobre a nova Subvariante Ômicron e realiza constante vigilância e análise dos casos de covid-19, mas que, até o momento, não registrou nenhum caso da variante. Em Cubatão, a Prefeitura alega que as variantes e subvariantes são investigadas pelo Instituto Adolfo Lutz. Contudo, também reforça que o Comitê Estratégico Municipal Covid-19 segue atento ao cenário. Na Cidade, a procura por testes de covid-19 aumentaram. O Pronto Socorro Central de Cubatão informou ter realizado 18 testagens entre 1° e 31 de outubro e 37 entre 1° e 10 de novembro. Ainda não é possível realizar uma comparação de confirmações, pois ainda não saíram os resultados. Já em Santos não foi registrado um aumento expressivo dos casos nas últimas semanas. A Prefeitura reforça que, em face da circulação de uma nova variante no Estado de São Paulo, de alta transmissibilidade, recomenda-se que a população mantenha a etiqueta respiratória e os cuidados para evitar infecções. Praia Grande informa que continua monitorando diariamente casos, internações e a evolução do vírus. A Cidade reforça que tem 100% de cobertura na Atenção Básica através das 30 Unidades de Saúde da Família (Usafas). Por sua vez, a Prefeitura de Guarujá diz que, mesmo sem a confirmação desta variante, segue atenta, monitorando e acompanhando os casos no País. Também explica que maiores informações sobre a evolução sairão durante a semana. Questionada, a secretária municipal de saúde de Peruíbe, Ana Paula Cardoso, disse estar acompanhando a evolução da doença. “Estamos percebendo um aumento de casos nos últimos dias de pacientes procurando a Unidade de Pronto Atendimento com sintomas gripais, porém, majoritariamente leves, com concomitante aumento da positividade”, conclui. Até o fechamento desta Reportagem, Bertioga e Itanhaém não se posicionaram quanto à circulação da subvariante nas cidades.