[[legacy_image_304728]] Tosse, coriza, espirros. Mudanças repentinas de clima podem levar a doenças respiratórias, como gripes e resfriados. Conforme médicos da região, o aumento de pessoas com sintomas do tipo nesta época se deve à instabilidade climática. Alterações bruscas de temperatura e umidade podem afetar o sistema imunológico, afirma o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor de Medicina Leonardo Weissmann. “Em climas mais frios, as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados, o que pode facilitar a propagação de vírus. É importante distinguir que, quando os médicos se referem a ‘viroses’, estão, geralmente, falando de infecções causadas por vírus, diferentes das bacterianas e que não respondem a antibióticos. Assim, focam o tratamento no alívio dos sintomas”, explica. Por isso, Weismann cita que a circulação de novos vírus ou de suas variantes, a prevalência crescente de alergias e a maior exposição à poluição e a elementos ambientais irritantes levam a tosse, corrimento nasal e sintomas gripais. “Na primavera, é comum um aumento nos casos de alergias sazonais, impulsionado pela liberação de pólen pela flora diversa, que desencadeia sintomas como espirros, congestão nasal e irritação ocular em indivíduos sensíveis. As gripes e os resfriados são mais comuns nos meses frios, de abril a setembro, mas é importante reconhecer que essas infecções podem surgir em qualquer época do ano”, salienta. Para o médico infectologista e professor universitário Roberto Focaccia, é no outono que as temperaturas oscilam bruscamente e predispõem pessoas a infecções respiratórias se não houver precaução. “Elas (doenças) se manifestam por variados sintomas bastante conhecidos da população: febre, coriza ou narinas obstruídas, dores musculares, tosse (com ou sem catarro), mal-estar, fadiga, perda do apetite. Duram de um a quatro dias, em média. Se o catarro estiver amarelado ou escuro, houver dores no peito, febre muito alta e persistente, pode estar se desenvolvendo uma pneumonia”, ressalta o professor. Caso os sintomas apareçam, Focaccia recomenda que o paciente repouse, mantenha boa hidratação, reduza sintomas com analgésicos, antitussígenos, faça nebulização, gargarejo com água morna e sal, e use descongestionantes nasais locais (sem abuso). Um alerta: não se devem usar antibióticos ou corticoides. Menos casosSem contar Santos, Cubatão e Peruíbe, que não forneceram números até o fechamento desta edição, caíram 56,6% os casos de gripe e sintomas gripais em unidades municipais de saúde da Baixada Santista, de janeiro a ontem, em relação ao mesmo período no ano passado — de 52.249 para 22.657 ocorrências. Nas cidades que enviaram dados, houve aumento somente em Mongaguá. De janeiro a dezembro do ano passado, houve 1.684 casos de pessoas com sintomas gripais. Neste ano, 4.987, quase o triplo.