[[legacy_image_305594]] Waldir Pereira, o Didi, campeão do mundo com a seleção brasileira nas copas de 1958 e 1962, cunhou uma frase célebre: “Treino é treino, jogo é jogo”. No entanto, se o treinamento não for bom, com entrosamento perfeito, o jogo não será bem executado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Foi com esse pensamento que a Ecovias realizou, na manhã desta quinta-feira (19), o simulado anual de acidentes com produtos perigosos e múltiplas vítimas no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), do qual é concessionária. Foi a 47a iniciativa do tipo. Cerca de 100 pessoas participaram da ação, das quais 60 da empresa. Entre eles, 13 avaliadores apontarão detalhes observados durante a ação, para se aprimorar o atendimento a ocorrências. No km 62 da Rodovia dos Imigrantes, em Cubatão, sentido São Paulo, um acidente com moto, dois veículos e um caminhão-tanque, que deixou 13 ‘feridos’, mobilizou equipes de Ecovias e órgãos como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Rodoviária Estadual e Companhia Ambiental do Estado (Cetesb). “É um cenário complexo, onde temos acidente com produto perigoso e múltiplas vítimas. Então, a ideia da Ecovias é trabalhar a sinergia com os demais órgãos”, explica o coordenador de tráfego da empresa, Márcio Vono. A ocorrênciaO cenário montado simulava esta situação: um garoto, às margens da rodovia, empinava pipa com cerol na linha e feriu um motociclista, que foi ao chão. Em seguida, para não atropelar o piloto, o motorista de um carro de passeio freou bruscamente e foi atingido na traseira por uma van. O motorista de uma carreta viu o acidente e, na tentativa de desviar, jogou o veículo para o lado, tombou e começou a vazar ácido nítrico no local. Dali, começaram o socorro às vítimas, contenção do vazamento e interdição da via. Tudo ao mesmo tempo, tentando não deixar escapar nada. Até uma cabine de descontaminação dos Bombeiros foi montada rapidamente na via, ampliando a veracidade da simulação. Gritos de ‘vítimas’ e corpos imobilizados no chão completavam o cenário. “O cenário, neste ano, foi a Baixada Santista por causa da quantidade de ocorrências envolvendo produtos perigosos e a necessidade de treinar o efetivo para atender melhor em situações como esta, na eficácia de resgate à vítima, na celeridade dos meios e para identificar possíveis erros de procedimento”, diz a tenente da Polícia Militar Rodoviária Larissa Fernanda Marcucci Sanches. Enquanto transcorria a ação, os avaliadores da Ecovias se espalhavam pela via, analisando, de prancheta em mãos, aspectos do trabalho. “A todo momento, a gente avalia se nosso time está seguro, usando EPI (equipamento de proteção individual) e cuidados com o meio ambiente, evitando práticas que possam prejudicar o solo, por exemplo. São ponderados todos os pontos, para discussão posterior”, explica o engenheiro de segurança Jackson Somesi. O capitão do Corpo de Bombeiros Thiago Pinheiro Duarte também destacou a sinergia entre os envolvidos, colocada à prova no simulado de ontem. “É importante porque a coordenação de ações entre os diversos atores envolvidos, lá na frente, vai refletir num melhor atendimento real a emergências”, pondera. ObservaçãoSupervisor de Operações da Agência de Transporte do Estado (Artesp), José Tavares lembra que os simulados são obrigações do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado. O trato com cargas perigosas, segundo ele, é fundamental para afinar detalhes para possíveis ocorrências, sem caráter punitivo (em caso de eventuais erros). “A utilização de todos os equipamentos operacionais faz com que os agentes envolvidos consigam integrar os recursos de modo a mitigar os efeitos de todo o transtorno causado na rodovia”, completa.