[[legacy_image_55516]] O avanço da vacinação contra a covid-19 no Estado, anunciada no domingo pelo governador João Doria (PSDB), reacendeu a esperança de faturamentos maiores, sobrevivência de empresas e até geração de empregos no comércio e no setor de hotéis, bares e restaurantes da Baixada Santista. O Natal e a temporada de verão já surgem como uma luz no fim de um imenso túnel. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Desde o início da pandemia, em março do ano passado, esses segmentos foram os mais afetados. Sem números fechados sobre estabelecimentos que encerram as atividades no período, o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SinHoRes), Heitor Gonzalez, afirma que a notícia da antecipação foi uma das melhores dos últimos tempos. “Vai impactar, sim. Já temos visto isso em cidades do Interior, como Serrana, onde todo mundo já foi vacinado, e os resultados são ótimos”. Segundo ele, as sucessivas medidas restritivas implementadas na região de 2020 para cá, com redução da capacidade de funcionamento e até lockdown, representaram um golpe para os empresários. “Ainda estamos engessados, com ocupação de 40%, e no horário, com nove horas de funcionamento. E sempre sendo questionados pelo Governo. Estamos parecendo criminosos por querer trabalhar um pouco mais”. A expectativa agora é de que as restrições fiquem para o passado a partir do momento em que a população adulta esteja totalmente vacinada. Pelo cronograma do Governo do Estado, pessoas acima de 18 anos devem receber a 1ª dose da vacina contra a covid até 15 de setembro. Já a 2ª dose, levando-se em conta o prazo da AstraZeneca, que é de 12 semanas, ocorreria até 8 de dezembro, perto das festas de final de ano. “Se tiver um horário mais dilatado e uma ocupação de uns 70%, vai trazer o que a gente precisa, um horizonte verde para pensar em uma temporada de verão realmente de recuperação. A gente aguardava isso para a última temporada, mas veio a 2ª onda e acabou não ocorrendo. Agora, só nos resta sonhar”. Comércio O comércio se anima com esse novo cenário, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Omar Abdul Assaf. “A gente já começa a se preparar para a temporada e o final do ano, porque as nossas compras de Natal são feitas em junho e julho. Então, se a pessoa tiver uma expectativa boa, uma segurança, haverá um estímulo para investir”. O presidente da Associação Comercial de São Vicente, Alcides Antoneli, também aposta em vendas mais elevadas. “Uma notícia como essa faz com que a população se sinta mais confiável e disposta a sair, com todos os cuidados e o comércio mantendo os protocolos, claro. Então, isso vai repercutir em todos os segmentos”. O Dia das Crianças - a primeira grande data para o setor - já representará um termômetro sobre o comportamento dos consumidores. “Será a primeira data forte de vendas para o comércio, após a população estar imunizada. Acreditamos que a vida das pessoas possa voltar ao normal aos poucos e, com isso, a retomada da economia ganha mais força”, avalia o presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Mauro Sammarco. Especialistas projetam mudanças Os impactos da vacinação em massa recairão, de início, na retomada das atividades econômicas e do consumo sem prováveis restrições pela frente, avaliam economistas ouvidos por A Tribuna. A expectativa é de que as pessoas se sintam mais confiantes e confortáveis para sair de casa e gastar mais. “Ao mesmo tempo, espera-se que a contratação de serviços possa avançar mais intensamente, principalmente os presenciais onde temos uma demanda reprimida”, diz a economista e professora da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Fernanda Coelho. O economista Jorge Manuel Ferreira também acredita que a região e o País devem voltar a algo próximo do normal no final do ano, a tempo de gerar negócios e alavancar os números no setor econômico, incluindo a geração de empregos. “A economia está indo bem no macro, mas no micro não. Você vai no shopping e vê que há muitas lojas fechadas, por exemplo. Mas, com certeza, vamos ter uma perspectiva positiva para crescimento econômico, incluindo a geração de empregos, com a vacinação em massa ocorrendo como o esperado”.