[[legacy_image_325827]] Imagine você abrindo a torneira para lavar as mãos, escovar os dentes ou até indo tomar banho e não sair uma gota de água. Esse problema tem sido recorrente nas cidades da Baixada Santista ao longo do mês de janeiro. Nesta quinta-feira (11), A Tribuna recebeu relatos e vídeos sobre falta de água em bairros de Santos, São Vicente e Guarujá. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Desde quarta (10), moradores da Rua Espírito Santo, no bairro Campo Grande, em Santos, encaram o problema. A reportagem de A Tribuna recebeu imagens que mostram torneiras, purificador e vaso sanitário de um imóvel sem vazão. Em São Vicente, a reclamação veio do bairro Catiapoã, especificamente no período noturno. Já no bairro Jardim Boa Esperança, no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, houve falta de água entre a noite de quarta (10) e a madrugada desta quinta (11). (Confira no vídeo abaixo) O filme é longo Os relatos não param nas três cidades. Moradores do bairro Boracéia, em Bertioga, relataram para A Tribuna estarem há três semanas sem água potável. O problema teria começado próximo do Natal e se agravou nos dias seguintes. Em Peruíbe, a situação começou após o Réveillon, no bairro Flórida. Ainda em São Vicente e Guarujá, residências no Parque São Vicente e no Loteamento João Batista Julião também já apresentaram o problema de falta de abastecimento. Sabesp Em nota, a Sabesp disse que as cidades de Santos, São Vicente e Guarujá estão sendo abastecidas, mas que "variações momentâneas na pressão da água distribuída podem acontecer, principalmente neste período de maior consumo por conta do calor e baixa incidência de chuvas para esta época do ano". A empresa afirma que opera com 86% de capacidade do sistema integrado que atende a Baixada Santista. Segundo a Sabesp, em Guarujá, a falta de chuvas reduziu o volume dos rios Jurubatuba e Jurubatuba Mirim, que abastecem a cidade. Por isso, a "estação de tratamento do município não está operando com sua capacidade máxima, gerando pontos com pressões mais baixas no fornecimento". A empresa explica que uma tubulação que atravessa o Estuário e está interligada ao sistema de Santos, que recebe águas do Rio Cubatão, está reforçando a distribuição de água. Ainda conforme a empresa, duas manutenções emergenciais ocorreram em Bertioga nesta semana para reparo da rede que atende ao bairro Boraceia. Já sobre o relato de Peruíbe, a Sabesp diz que foi feita uma vistoria técnica no imóvel da cliente, que constatou distribuição de água adequada. "A equipe orientou a moradora para verificar as instalações internas da residência". A Companhia finaliza dizendo que disponibiliza caminhões-tanque aos imóveis que tenham caixa d'água e tenham alguma anormalidade no fornecimento. Para isso, é preciso apresentar o endereço completo pelo telefone 0800 055 0195, pelo WhatsApp (11) 3388-8000, ou na agência virtual. Respostas dos municípiosEm nota enviada à redação, a Prefeitura de Santos informou que, até o momento, não recebeu queixas sobre o assunto. "O monitoramento e acompanhamento, em casos como esse, só ocorre quando o cliente, além de reclamar no Serviço de Atendimento ao Cliente da concessionária, também faz reclamação junto à Ouvidoria do Município, que atende pelo telefone 162, de segunda a sexta, das 7h às 18h30, pela internet e pessoalmente no Paço Municipal (Praça Visconde de Mauá, s/nº, térreo),das10hàs16h". A Prefeitura de Guarujá informou que, apesar de não ter recebido reclamação formal sobre falta d'água, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) identificou queixas sobre desabastecimento nas redes sociais e reiterou pedidos de esclarecimento junto à Sabesp. O município reforçou que a empresa já foi notificada e autuada anteriormente. De forma simultânea, a Prefeitura disse que vai encaminhar um pedido de fiscalização do serviço para a Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsesp), bem como possível autuação conjunta por parte da agência e da Administração Municipal. A Prefeitura de Bertioga disse que autuou a Sabesp em cerca de R\$ 220 mil por conta da baixa pressão no abastecimento de água. A Administração Municipal acrescentou que encaminhou ofício à Arsesp e à Subsecretaria de Recursos Hídricos, relatando os problemas vivenciados durante o período. O município ressaltou que, após contato com a Sabesp, constatou que, na terça (9), houve vazamento na Rua Mauricio Fang, que atrapalhou temporariamente o abastecimento, mas que o problema foi solucionado no mesmo dia. A Prefeitura de Peruíbe declarou ter sido informada pela Sabesp que "tecnicamente" não houve falta de água, mas, sim, "queda de pressão em alguns locais, entre três e quatro dias, próximos da virada do ano, quando a cidade recebeu um número atípico de turistas". São Vicente informou que notificou a Sabesp, mas recebeu a devolutiva de não haver reclamação formalizada sobre falta de água. O município ressaltou que, se a companhia for notificada, uma equipe técnica é enviada ao local para tomar as devidas providências. O atendimento é feito no mesmo dia e, caso o problema não seja solucionado, as medidas podem variar conforme o caso.