[[legacy_image_59296]] Santos quer implantar uma série de conceitos para se tornar uma cidade considerada inteligente nos próximos anos. Entre eles, estão pontos gratuitos de wi-fi em praças públicas, um polo de inovação e a plena integração da tecnologia a todos os serviços públicos, indo desde a segurança à educação, e o foco no empreendedorismo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Para esse pacote sair do papel, um dos primeiros passos será aderir ao programa Cidades Inteligentes, do Governo do Estado. Ele está sendo colocado em prática, primeiramente, em pequenas cidades do Interior Paulista. A ideia é de que os municípios promovam o bem-estar dos cidadãos e aumentem o nível de sustentabilidade e o crescimento econômico, solucionando problemas da rotina da sociedade com ajuda da tecnologia, como mobilidade urbana, coleta de lixo e consumo de energia. O programa prevê, em outras ações, internet gratuita, iluminação pública mais barata e eficaz e assessoria a serviços de licitação - este último por meio da plataforma digital IPT Municípios, com informações técnicas disponibilizadas de graça. Primeiros passos dados Segundo o secretário municipal de Planejamento e Inovação, Fábio Ferraz, Santos já possui muitos dos itens elencados pelo Estado para integrar o programa, como seu Centro de Controle Operacional (CCO), que conversa com outros serviços, como o de trânsito. Há o interesse da Cidade em ampliar os pontos, com foco na inovação, para que serviços como a internet pública deslanchem. Para isso, será necessária verba estadual, segundo Ferraz. “Tivemos projetos similares de internet gratuita na Praça Mauá e em dois pontos da Zona Noroeste e eles funcionaram bem. Hoje, há wi-fi nos ônibus municipais”. Outros tópicos são a troca de iluminação pública e a sustentabilidade. Entre os desafios, estão enterrar cabos de energia elétrica, ainda restritos a poucos pontos no Centro e na Avenida Ana Costa. “Temos uma realidade diferente de muitos municípios, com água e esgoto em praticamente 100% da Cidade, mas é preciso mais do que isso. O uso de recursos naturais com eficiência passa pelo conceito de cidade inteligente”, diz ele, ressaltando os contentores de lixo com georreferência como exemplo de integração. No campo econômico, Ferraz destaca que, apesar da veia turística, Santos tem o Porto como fonte de renda e, em sua visão, a logística portuária é o principal gargalo a ser resolvido. “O investimento na logística é fundamental daqui para frente, além de continuar no caminho para se tornar um celeiro de indução à tecnologia, trazendo investimento privado”. O programa Em sua 1ª etapa, com investimento de R\$ 15 milhões, o Cidades Inteligentes levará iluminação pública de ponta a 11 municípios paulistas, com dispositivos dotados de tecnologia LED. Isso permite que as prefeituras adotem sistemas de internet pública wi-fi, além de conexão de diferentes serviços digitais. A nova iluminação também garante segurança ao trânsito e facilita o patrulhamento policial à noite. “Com isso, a iluminação pública torna-se a porta de entrada para sistemas inteligentes nas cidades”, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Haverá um sistema com resposta automática sobre a viabilidade ou não de um determinado negócio ser aberto em espaços disponíveis. Após isso, as cidades serão habilitadas no sistema Balcão Único, hoje utilizado só pela Capital. O projeto permite que empresas possam, num único formulário, coletar todos os dados para abertura e regularização exigidos por órgãos federais, estaduais e municipais. Questionada sobre o ingresso da Baixada Santista no projeto, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional disse que “novos investimentos serão anunciados oportunamente”. Outros municípios Entre as demais cidades da região, Guarujá afirmou que o Município já fez a adesão ao programa Cidades Inteligentes e pretende trabalhar com as três linhas de estratégia apresentadas: eixos econômico, ambiental e sociocultural. Outros municípios afirmaram que também pretendem aderir ao programa. Praia Grande confirmou essa intenção e disse estudar as melhores estratégias para incorporar o Cidades Inteligentes à rotina do Município. São Vicente também analisa formas de aderir ao programa e confirmou sua intenção de participar. Bertioga informou, por nota, que técnicos da Administração Municipal participaram do primeiro curso do programa, realizado em Santos, há o interesse de aderir. No Litoral Sul, Mongaguá informou que a iluminação de LED é realidade em diversos bairros e já foi iniciado um processo para diminuição da burocracia e redução do uso de papel em procedimentos internos. Já Itanhaém afirma se esforçar para diminuir a burocracia e um passo importante será dado com a instalação de uma unidade do Poupatempo. Disse, ainda, que já iniciou estudos para o desenvolvimento de um sistema que reúna todos os serviços para o contribuinte diretamente no site da Prefeitura, desde a impressão da 2ª via do carnê do IPTU até a solicitação de serviços. Para ampliar o alcance, o sistema de Itanhaém poderá ser acessado no celular. “Outra proposta será a instalação de totens digitais que ofereçam estes serviços nos prédios públicos da Administração Municipal”, informou a Prefeitura, em nota. Peruibe informou que há interesse por parte do município, principalmente com conectividade, internet grátis nos espaços públicos. No eixo econômico, a administração informou que recentemente a lançou o programa Peruíbe Negócios que, entre os objetivos tem foco nesta pauta. Diante disso, a administração municipal avaliará melhor forma de aderir ao programa Cidades Inteligentes. Cubatão não respondeu até o fechamento desta edição. Integração digital Outra novidade no programa Cidades Inteligentes é a plataforma IPT Municípios, que dará acesso a transmissões virtuais sobre conectividade, mobilidade, gestão de resíduos, iluminação pública e outros temas ligados ao desenvolvimento urbano. Com apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (USP), a ferramenta também vai permitir o agendamento de visitas técnicas e reuniões para compartilhamento de informações entre gestores públicos. Já o Programa de Atendimento Tecnológico aos Municípios (Patem) vai oferecer apoio técnico para que as prefeituras desenvolvam políticas públicas seguindo os critérios de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Dessa forma, Estado e municípios poderão trabalhar juntos em projetos que vão desde controle de poluição urbana e sistemas inteligentes de transporte público a até governança digital e conectividade urbana. Clique e saiba mais em ATribuna.com.br [[legacy_youtube_Zby2bJ3VWpo]]