[[legacy_image_2424]] Reforçar os cuidados na hora de limpar a casa tem sido uma das preocupações de muita gente em tempos de isolamento social e luta contra o novo coronavírus. Adotar medidas de higienização no lar é importante, mas nada de maluquices ou de exageros nessa hora, alertam os especialistas. >>> Clique e confira dicas para manter tudo bem limpo em casa Antes de qualquer coisa, lave constantemente as mãos com água e sabão, sem pressa. Esse é o principal ato para dar sumiço no vírus. Em casa, foque nisso. É uma excelente opção em vez de ficar preocupado com o abastecimento do álcool em gel. “Há eficácia porque o coronavírus é revestido com uma camada de gordura que o protege. Quando em contato com sabão ou mesmo o álcool, por exemplo, a camada se dissolve, matando o vírus. O álcool é um ótimo aliado para levar na bolsa e usar ao longo do dia, mas o ponto mais importante da prevenção é a lavagem correta das mãos”, diz o professor e coordenador do curso de Enfermagem da Universidade Anhanguera de Taubaté (SP), Sandro Gama. Depois, fique de olho em roupas, sapatos e tudo mais. Para lavar pratos, talheres e panelas, por exemplo, sabão e detergente são suficientes. “Isso é o bastante para matar um vírus. Se jogar uma água quente em cima, é um cuidado a mais, porque o vírus não gosta de calor. Ele morre”, explica o professor de Infectologia do curso de Medicina da Unimes, Roberto Focaccia. Volta para casa Para quem precisar sair durante a quarentena, a recomendação é, no retorno, separar as peças e seguir para o banho. “Ainda não está claro por quanto tempo o vírus pode sobreviver em roupas e outras superfícies mais difíceis de desinfetar. Ao chegar em casa, também não entre com sapatos ou chinelos. Deixe-os fora de casa”, acrescenta Gama. E lave as mãos depois de manuseá-los. “Antes de colocar a roupa de ficar em casa, lave bem as mãos, porque você pode contaminar essas peças também”, alerta o infectologista Evaldo Stanislau. Objetos que são muito utilizados, como o celular, também podem ter uma rotina de higienização diferenciada, avalia o infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, João Prats. “Se puder, use lencinho de álcool isopropílico, vendido em farmácia. Ele não estraga o aparelho e ajuda bastante”. Segundo ele, o momento ainda é de muita atenção. “Os casos devem aumentar no país. As medidas demoram um pouco para surtir efeito por conta da incubação da doença. Passados uns 15 dias com a gente fazendo tudo certo, ainda assim haverá aumento”.