[[legacy_image_303797]] As mudanças no mercado de trabalho trouxeram novas exigências a quem busca uma colocação. O que não muda é um fator: persistência. Ainda vale a pena gastar sola de sapato para entregar currículos e conversar com gerentes, especialmente no comércio. É um ponto importante para quem busca espaço, aproveitando o crescimento nas vagas neste final de ano. Quem dá a receita é o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, Omar Abdul Assaf. O dirigente salienta que as 4 mil vagas temporárias esperadas podem ser ocupadas até por trabalhadores sem experiência, desde que dispostos a aprender e comprometidos. “Claro que a pessoa que possui alguma qualificação sempre está na frente. Mas é sempre a porta de entrada do primeiro emprego. Geralmente, quem contrata para o final do ano busca caixas, balconistas, estoquistas, repositores, ou seja, as funções da linha de frente”, afirma. Além disso, quem já trabalhou tem mais chances de ser novamente contratado e, posteriormente, efetivado. “A pessoa deve levar seu currículo ao maior numero de empresas possível. O ideal é ir à loja diretamente e falar com quem contrata. Mesmo que ouça que só haverá contratações daqui a algum tempo, aquela pequena entrevista já é meio caminho, podendo, até, fazer com que aquele currículo seja destacado dos demais”, orienta. Assaf dá outra dica: que as pessoas procurem perto do local onde moram, o que pode agradar às empresas, que, assim, não precisam arcar com transporte. “Também destacamos uma boa comunicação. Uma pessoa sorridente, que saiba lidar com o público. Conhecimento da parte tecnológica é importante, embora as empresas treinem no que for necessário”, emenda. MudançaOmar Assaf entende que também é necessária uma flexibilização na legislação trabalhista, que permita o fracionamento de jornadas. Por exemplo: no lugar de uma pessoa trabalhando em uma jornada de oito horas, duas trabalhando por quatro horas. Outro ponto é uma necessária mudança de mentalidade, na visão de Assaf, que abra espaço mais facilmente para quem tem mais de 40 anos e busca recolocação. “Na Europa, é possível ver atendentes de 80, 90 anos, com toda disposição e um sorriso ao receber um cliente. Aqui, ainda precisamos mudar a forma de pensar sobre os profissionais mais velhos”, salienta. 2,5 mil empregosOutro setor que abre muitas vagas na temporada é o de panificação. O Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria da Baixada Santista e Vale do Ribeira prevê a abertura de, aproximadamente, 2,5 mil vagas temporárias nas diversas padarias da região. “As vagas são em diversas funções, especialmente padeiro, confeiteiro, ajudante de padeiro, cozinheiro, copa, balconista e atendente de mesa”, diz o presidente, Antônio Gomes. Para funções mais técnicas, como padeiro e confeiteiro, a experiência conta, por se tratar de um período curto. Para copa, atendente de mesa e balconista, atributos como disposição, vontade e iniciativa fazem diferença. “Historicamente, para quem trabalha como temporário em padaria, o reaproveitamento é de 21%.” Os candidatos já podem começar a entregar currículo nas padarias com maior sazonalidade (em Praia Grande e Guarujá, as mais próximas à orla, e de Santos e São Vicente), com maior concentração de turistas na temporada. As contratações devem ocorrer, principalmente, na primeira quinzena de novembro. O sindicato mantém um e-mail para envio de currículos, que fica à disposição das padarias da região. O endereço é recrutamento@sinas pansantos.com.br.