[[legacy_image_280137]] Você já parou para pensar o que faria se tivesse seu celular roubado, furtado ou perdido? Com tantas informações pessoais e sigilosas dentro do aparelho, é até difícil imaginar. Além do boletim de ocorrência junto à Polícia Civil, há outros procedimentos que podem ser seguidos para evitar dores de cabeça. Para falar sobre o tema, A Tribuna procurou o advogado Raphael Vita, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Santos, especialista em tecnologia e redes sociais. Ele lista quatro passos que o usuário deve seguir caso perca a posse do celular. O primeiro deles passa por entrar em contato com a operadora e solicitar o bloqueio do aparelho. “A primeira coisa que a gente fala para fazer é o bloqueio junto à operadora de celular, para que o aparelho deixe de ter operação de internet funcionando nele. Na sequência, fazer o boletim de ocorrência e também já informar o Imei (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) para que ele possa ser bloqueado”, explica. O Imei atende por um número de identificação global do celular, que pode ser informado para que o aparelho seja bloqueado, evitando que um criminoso tenha acesso a senhas e dados pessoais. Vita comenta que esse número pode ser consultado na caixa do celular, na nota fiscal ou por ligação, com o código *#60#. O meio de ligação é a alternativa ideal caso o celular tenha sido comprado fora do Brasil e o usuário não tenha acesso à nota fiscal ou à embalagem do produto. “Quem faz o bloqueio do Imei é a própria operadora. É sempre bom guardar o número do Imei para essas eventualidades, até de forma física. Muitas pessoas tiram foto, mas acho importante ter também isso guardado de forma física em algum lugar”, afirma o advogado. Proteção de dadosO terceiro passo listado por Raphael Vita é procurar uma alternativa de bloquear ou excluir dados e arquivos que podem ser acessados pelo aparelho. Um caminho é remover arquivos dos serviços de nuvem, como Google Drive, One Drive e iCloud. A alteração de senhas também é crucial, seja de e-mails, contas bancárias e redes sociais. “Algum criminoso pode ter acesso a essas contas, pois elas vão estar à disposição no celular. Por isso é importante modificar as senhas”, alerta. As medidas são uma forma de preservar dados pessoais do usuário, evitando que esses sejam usados para fins criminosos. Entre 2018 e 2021, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, mais de 3,7 milhões de celulares foram roubados ou furtados no País. O número maior de casos foi em 2019, quando superou a marca de um milhão.