[[legacy_image_88798]] Com o repasse reduzido das doses de vacina da Pfizer ao estado de São Paulo, a vacinação na Baixada Santista pode ser impactada segundo infectologistas de Santos, especialmente a do público adolescente, cuja antecipação segue marcada para o dia 18 de agosto, segundo o cronograma de vacinação do governo de São Paulo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em coletiva de imprensa na última quarta-feira (4), o governador João Doria (PSDB) afirmou que o estado recebeu um repasse com 50% a menos de doses do imunizante; um total de 228,15 mil unidades. O médico infectologista Ricardo Hayden afirmou que olha para a situação com "extrema preocupação, no momento em que a variante delta está começando a aumentar o numero de casos no país". O médico ressalta que o repasse reduzido de vacinas atinge diretamente a população que, segundo ele, é o alvo da infecção: o público que ainda não foi vacinado. Ele diz ainda que todas as vacinas usadas no Brasil reduzem o impacto das variantes que circulam no país, incluindo a cepa Delta, que já teve confirmações na Baixada Santista. A doutora Elisabeth Dotti afirma que, desde o início, essa faixa etária é preocupante, uma vez que é um público que sai de casa com maior frequência. "A gente fica imaginando as mães desses adolescentes que estão contando os dias para que eles sejam vacinados, de repente vem uma bomba dessa. Isso é uma barbaridade, uma ação contra a vida", desabafou. A diretora de escola Renata Luz Leite de Oliveira, de 51 anos, é mãe de um menino de 17 anos e contou que está se sentindo triste e frustrada enquanto o filho ainda não foi imunizado. "Eu estava super feliz, mas quando soube que o repasse do governo teve menos doses fiquei muito chateada, frustrada mesmo. Eu estava com tanta esperança, acho que não vai rolar tão cedo. As aulas dele voltam semana que vem, e embora seja com 50% dos alunos, a gente sabe que essa variante é bem mais transmissível." A estudante Yasmin da Luz Soares, de 17 anos, disse que ficou feliz com o anúncio da vacinação dos adolescentes e que, mesmo com o atraso, ainda não perdeu a esperança. "Não vejo a hora de tomar minha dose para voltarmos aos poucos às atividades sem pensar nos riscos. Fiquei triste com o atraso mas ainda não perdi a esperança de tomar a vacina", relata. [[legacy_image_88799]] Região tem mais de 5 mil casos entre público jovem A Baixada Santista contabiliza, até o momento, 5.159 casos de covid-19 entre os jovens. No total, foram dez óbitos confirmados na região. Em Cubatão, foram contabilizados 728 casos em jovens com idade entre 10 e 19 anos, incluindo também dois óbitos neste público. Já a Secretaria de Saúde de Santos registrou 1.410 casos do vírus no público de 12 a 17 anos, sem óbitos. Bertioga informou, por nota, que 454 casos de coronavírus foram registrados em menores de 18 anos, com uma morte por complicações da doença. Na cidade de Guarujá, desde o início da pandemia foram 738 adolescentes com idade de 12 a 17 anos que testaram positivo para a covid-19, sendo que dois deles vieram à óbito. A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), informou que 364 casos foram confirmados desde o início da pandemia entre o público adolescente e que nenhum óbito foi confirmado. Já em Praia Grande, foram confirmados 928 casos e cinco óbitos entre os menores de 18 anos do município. No Litoral Sul, nenhuma cidade contabilizou óbitos pela doença. Em Itanhaém, 220 casos foram confirmados. Mongaguá afirmou em nota que, de abril de 2020 a abril de 2021, 52 adolescentes testaram positivo. Já em Peruíbe, o vírus contaminou 265 jovens.