[[legacy_image_30004]] A possibilidade da reinfecção por coronavírus estar ocorrendo na Baixada Santista não é consenso entre os especialistas da saúde. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Conforme A Tribuna noticiou no sábado (24), os casos de reinfecção já estariam acontecendo na região. O assessor parlamentar Luciano Martins Lourenço, de 53 anos, testou positivo para covid-19 duas vezes em épocas distintas. Ele teve a doença em julho, fez um novo exame, que deu negativo, em agosto, e neste mês teve nova confirmação de contaminação com coronavírus. Nas três vezes, ele realizou o exame RT-PCR, que identifica a doença. De acordo com o infectologista Marcos Caseiro, não é possível confirmar se houve reinfecção apenas pelo exame de PCR, que pega fragmentos de vírus, que podem ser encontrados no paciente por várias semanas. “Usar esse exame para falar em reinfecção está totalmente equivocado. Para isso tem que haver um vírus na primeira infecção e um outro na segunda, tendo as amostras do vírus para se fazer um sequenciamento genético para confirmar isso”, explica. O coordenador do Centro de Contingência do Governo do Estado, José Medina, concorda. “Isso (o PCR) não tem valor nenhum, pois o exame pode continuar dando positivo por um período muito longo ainda. Se quiser comprovar uma nova reinfecção, é preciso fazer o sequenciamento genético do vírus das duas infecções, para comprovar que se trata de uma nova contaminação realmente”, reforça. Ele avalia que o resultado negativo do paciente santista pode acontecer devido ao tempo da coleta. “Na fase aguda da doença tem bastante PCR. Mais para frente, se a coleta não for ampliada, pode não dar positivo”, diz Medina. Ele afirma que, no mundo, dos mais de 40 milhões de pessoas que foram infectadas, há registro confirmado e publicado de apenas cinco casos. “E em apenas três deles foram achados um tipo de coronavírus diferente da primeira infecção. Portanto, a situação existe, mas são raríssimas as ocorrências”. Cuidados mantidos O infectologista do Hospital Emílio Ribas, de São Paulo, e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann, considera que, embora raros, existem relatos de casos de recontaminação. “Ainda há muito a ser descoberto sobre a relação do SARS-CoV-2 com o sistema imunológico, produção de anticorpos e proteção. Não podemos afirmar com exatidão que quem teve infecção uma vez esteja protegido. É importante que, mesmo as pessoas que já tiveram covid-19, continuem se protegendo, evitando aglomerações, usando máscara respiratória sempre e higienizando frequentemente as mãos”, orienta.